Thoughts.page: um Micro Blog para Ideias Rápidas

Em minhas interações diárias com a Internet geralmente frequento grupos de desenvolvedores de software, de veneráveis pesquisadores de segurança e de fundadores de startups. Não é surpresa que eu, portanto, às vezes tenha a sorte de conhecer coisas em primeira mão. Foi o que aconteceu na semana passada ao conhecer o thoughts.page, um site para ‘microblogging’ muito ágil e inovador.

Ilustração: Vox Leone

À primeira vista ele parece um blog com um tema gráfico muito simples, como os blogs de forma longa, comuns em serviços como Medium e Substack – assim como muitos no WordPress. Desfeita a primeira impressão visual, emerge então um site muito parecido com o Twitter.

Mas sem limites estritos de caracteres. Também sem títulos de postagens. Sem comentários, sem respostas nem @menções. Sem foto de perfil ou avatar. Sem notificações. Com interface apenas em inglês. Fácil de descobrir na plataforma. Fácil de se inscrever. Rápido para ler. Pensamentos controversos permitidos, mas protegidos pela própria arquitetura do sistema, tanto contra ataques dos haters quanto contra o abuso de bots e propaganda. Monetização não suportada. Sem algoritmo, sem cancelamentos.

Para coroar o inusitado, a rigor não é uma plataforma grátis. O preço proposto é de US$ 5 mensais para quem ganha mais de US$ 40,000 por ano [não sei como eles vão verificar – presumo que para os brasileiros será eternamente grátis]. Essa é a grande novidade do Thoughts, que se contrapõe à regra quase universal dos serviços “grátis”, que são oferecidos ao usuário em troca de seus dados comportamentais na rede – o que se tornou a fonte de todos os males na web.

Como há apenas a versão Web, para acessá-lo é necessário usar o “protocolo do dedo”, como nos primeiros dias da web: “aqui está o endereço dos meus status/pensamentos/sentimentos – digite em seu navegador e adicione aos seus favoritos”. Para divulgar o site é preciso propagar o link entre os seus contatos. Ou esperar que ele entre no índice do Google e outros.

No que diz respeito à segurança e privacidade, observo que, pelas suas características, ele é menos propenso a ‘stalking’ ou ‘bullying’ do que Twitter, Instagram, FB, etc. É uma forma de comunicação um-para-muitos sem as interações tóxicas.

Ilustração: Vox Leone

O fato de a plataforma não ter um feed RSS aumenta o nível de esforço necessário para seguir alguém. Mas tem suas compensações. Eu não uso o Twitter, mas há um punhado de pessoas que ocasionalmente checo usando o velho Firefox para ver sua página [que favoritei]. Isso tem a vantagem de manter o número de pessoas que eu sigo a um mínimo absoluto e limitar a frequência com que leio seus tweets, independentemente da frequência com que me lembro de verificar se elas disseram algo novo.

Difícil de descobrir

Com o Thoughts é mais difícil seguir um número muito grande de pessoas [mas esse parece ser o ponto!]. Depois de criado seu blog se torna um subdomínio da plataforma, como por exemplo, leone.thoughts.page. Na prática, não é diferente de visitar um site por meio de um item favorito do navegador [eu com certeza visitaria uma página de pensamentos de uma banda local, de um comediante ou qualquer outra pessoa que tivesse ideias interessantes]. O Twitter começou recentemente a desencorajar esse tipo de visualização passiva [sem login]. Apenas navegar para o perfil do Twitter de alguém [Ex: https://twitter.com/mr-nice-guy] agora resulta em um pop-up me pedindo para fazer o login, e tentar seguir qualquer link resulta em um pop-up semelhante que não pode ser fechado.

Isso pode representar uma oportunidade para esta nova plataforma. Os ventos da web estão para mudar, com a Web 2.0 mostrando sinais de fadiga. A princípio parece que sua configuração que não permite que as pessoas enviem mensagens ou sigam umas às outras (e na qual você não precisa usar seu nome verdadeiro) não pode ser usada para interações sociais. Mas em um segundo pensamento lembro que o mundo está repleto de comunicações unidirecionais [ou bi ou multi-unidirecionais] e portanto sempre haverá casos de uso computacionais para elas. Dois efeitos colaterais positivos dessas comunicações são que, no mínimo, esse esquema neutraliza as interações nocivas e o efeito “bolha de opinião”.

Ilustração: Vox Leone

Eu me pergunto se a falta de ferramentas de interação entre os pares fará com que os eventuais usuários do Thoughts tentem criar soluções alternativas para interagir de outras maneiras. Por exemplo, no início do Twitter as pessoas usavam RT e outras técnicas para divulgar e/ou responder a tweets, embora a própria plataforma não tivesse essas funções. Eu pessoalmente adoraria ver um concorrente para o Twitter [o que é a própria motivação deste post]. Será interessante observar.

Para um leitor, Thoughts desarticula a ideia de ir a um único site específico [como o Twitter], escolher um tópico e ver imediatamente nele um fluxo de pensamentos de muitas pessoas diferentes. Para um escritor, porém, acredito que um micro blog como esse pode ser combinado a um full blog WordPress para complementar e estender pensamentos iniciados nos grandes blogposts e criar uma retroalimentação positiva para ambos os sites.

Como tudo na vida, é preciso conhecer sua audiência. Quem é o público para seus pensamentos? Presumivelmente, não o seu círculo de amigos – que têm suas próprias vidas e não vão atualizar sua página várias vezes ao dia para te ver. As únicas possibilidades que vejo para quem pretende usar a plataforma como um fim em si mesmo são a) que nenhuma outra alma jamais chegue a ler seus escritos lá – caso em que você pode muito bem escrever suas ideias em um arquivo de texto em seu disco rígido, ou b) que atraia a atenção de um tipo que você prefere não receber: um seguidor obsessivo com assustadoramente muito tempo livre em suas mãos ou então enxames de robôs russos visando os vulneráveis e os propensos a compartilhar demais suas emoções.

Mas se você tem uma visão estratégica do que pretende atingir, como blogger ou no relacionamento com clientes, Thoughts parece ser uma grande ferramenta para complementar seu Blog ou para fazer backlinks para aumentar o pagerank de seu(s) site(s). Os seguidores do seu blog principal provavelmente sempre darão uma olhada em seu micro blog.

Ilustração: Vox Leone

E se você é do tipo social ou ‘early adopter’ também sabe que é sempre bom reservar seu nome ou marca em uma nova plataforma que surge [ok, não precisa me agradecer]. A propósito, criei uma conta, e meus pensamentos estão [ou estarão] em leone.thoughts.page [ainda testando]. Salve entre seus favoritos, please. :)

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Termo de Isenção de Responsabilidade:

  • Não tenho nenhum tipo de relação com esse site/domínio. Conheci a ferramenta durante a exposição que seu fundador fez no site Hacker News.
  • É bem possível que em breve eu me arrependa de ter postado isto, se o serviço não decolar.
  • E como evangelista da Segurança digital, aproveito para avisar do risco sempre existente de ataques do tipo Cross-Site Scripting neste tipo de site [como é corriqueiro no FB, Twitter et al]. Sempre navegue com consciência.

O Taliban, não o Ocidente, Ganhou a Guerra Tecnológica do Afeganistão

Por Christopher Ankersen e Mike Martin

MIT Technological Review

Na verdade, ao contrário da narrativa típica, os avanços tecnológicos ocorridos durante os 20 anos de conflito favoreceram mais o Taliban do que o Ocidente. Na guerra da inovação, o Taliban venceu. O que isso significa? O Ocidente lutou na guerra de uma mesma maneira, do início ao fim. Os primeiros ataques aéreos em 2001 foram conduzidos por bombardeiros B-52, o mesmo modelo que entrou em serviço pela primeira vez em 1955; em agosto, os ataques que marcaram o fim da presença norte-americana vieram do mesmo venerável modelo de aeronave.

Imagem: Pinterest

O Taliban, entretanto, deu alguns saltos enormes. Eles começaram a guerra com AK-47s e outras armas convencionais simples, mas hoje eles tiram grande proveito da telefonia móvel e da internet – não apenas para melhorar suas armas e seus sistemas de comando e controle, mas, ainda mais crucialmente, para operar suas comunicações estratégicas e sua PsyOps/guerra psicológica, assim como suas táticas de influência nas redes sociais.

O que explica esses ganhos tecnológicos – embora modestos e desigualmente distribuídos? Para o Taliban, a guerra no Afeganistão foi existencial. Confrontados com centenas de milhares de tropas estrangeiras de países da OTAN e caçados no solo e no ar, tiveram de se adaptar para sobreviver.

Embora a maior parte de seu equipamento de combate tenha permanecido simples e fácil de manter (muitas vezes não mais do que uma Kalashnikov, alguma munição, um rádio e um lenço na cabeça), eles tiveram que buscar novas tecnologias em outros grupos insurgentes ou desenvolver sua própria. Um exemplo importante: bombas de beira de estrada ou Improvised Explosive Devices – IEDs. Essas armas simples causaram mais baixas aliadas do que qualquer outra. Ativados originalmente por placas de pressão, como as minas, eles evoluíram no meio da guerra para que o Taliban pudesse detoná-los com telefones celulares de qualquer lugar com sinal de celular.

Como a linha de base tecnológica do Taliban era mais baixa, as inovações que eles fizeram são ainda mais significativas. Mas o verdadeiro avanço tecnológico do Taliban ocorreu no nível estratégico. Cientes de suas deficiências anteriores, eles tentaram superar as fraquezas mostradas em sua passagem anterior no governo. Entre 1996 e 2001, eles optaram por ser reclusos, e havia apenas uma foto conhecida de seu líder, Mullah Omar.

Desde então, porém, o Taliban desenvolveu uma equipe sofisticada de relações públicas, aproveitando a mídia social no país e no exterior. Os ataques com IEDs geralmente eram gravados por telefone celular e carregados em um dos muitos feeds do Twitter do Taliban para ajudar no recrutamento, arrecadação de fundos e moral.

Outro exemplo é a técnica de varrer automaticamente as mídias sociais em busca de frases-chave como “apoio ao ISI” – referindo-se ao serviço de segurança do Paquistão, que tem uma relação com o Taliban – e, em seguida, liberar um exército de bots online para enviar mensagens que tentam remodelar a imagem do movimento.

Para a coalizão, as coisas eram bem diferentes. As forças ocidentais tinham acesso a uma ampla gama de tecnologia de classe mundial, desde vigilância baseada no espaço até sistemas operados remotamente, como robôs e drones. Mas para eles, a guerra no Afeganistão não era uma guerra de sobrevivência; era uma guerra de escolha. E, por causa disso, grande parte da tecnologia visava reduzir o risco de baixas, em vez de obter a vitória total.

As forças ocidentais investiram pesadamente em armas que pudessem tirar os soldados do perigo – força aérea, drones – ou tecnologias que pudessem acelerar a disponibilidade de tratamento médico imediato. Coisas que mantêm o inimigo à distância ou protegem os soldados de perigos, como armas, coletes à prova de balas e detecção de bombas na beira da estrada, têm sido o foco do Ocidente.

A prioridade militar abrangente do Ocidente está em outro lugar: na batalha entre potências maiores. Tecnologicamente, isso significa investir em mísseis hipersônicos para se igualar aos da China ou da Rússia, por exemplo, ou em inteligência artificial militar para tentar enganá-los.

Tradução: Bravo Marques

Conteúdo original na íntegra em MIT Technological Review [em inglês]

Sexta de Leão: A Varinha Mágica da Hitachi

Por Christopher Trout – em Engadget

1968. Foi o ano da Ofensiva do Tet no Vietnam; dos assassinatos de Martin Luther King Jr. e Robert Kennedy; dos motins da Convenção Nacional Democrática no EUA. Foi também a primeira vez que os humanos fotografaram a Terra do espaço profundo. Foi um ano de grande inovação e devastação.

Os valores americanos estavam em convulsão e a revolução sexual estava bem encaminhada, questionando estereótipos sexuais antiquados. No meio de tudo isso, uma estrela improvável nasceu.

O Escritório de Marcas e Patentes dos EUA lista o primeiro lançamento da Varinha Mágica Hitachi no comércio como 25 de abril de 1968. Nos 53 anos desde então, este grande pedaço de plástico branco, que tem alguma semelhança com um martelo de bumbo, chegou para introduzir uma dualidade estranha para muitos americanos. É comercializado e vendido como um massageador pessoal em lojas de departamentos e farmácias, ao mesmo tempo que serve como um confiável auxiliar de masturbação feminina.

A Varinha Mágica não é o que você esperaria de um brinquedo sexual moderno. Na verdade, poderia muito bem ser o vibrador da sua avó. Ele pesa 1,2 quilo, mede 30 centímetros da base à ponta e tem uma cabeça bulbosa do tamanho de uma bola de tênis. É feito de plástico rígido, tem duas velocidades – alta (6.000 vibrações por minuto) e baixa (5.000 vibrações por minuto) – e se conecta a uma tomada elétrica por meio de um cabo de 2 metros. Não é à prova d’água e tem tendência a superaquecer após 25 minutos de uso. Deficiências à parte, a Varinha Mágica continua a vender mais que concorrentes mais avançados tecnologicamente, mesmo que a empresa que a criou tente se distanciar daquele que se tornou um dos brinquedos sexuais mais icônicos que existem.

A caixa Hitachi Magic Wand antes e depois de sua reestilização de 2013 – Imagem: Engadget

No mesmo ano em que a Varinha Mágica apareceu no mercado, uma artista residente em Nova York chamada Betty Dodson fez sua primeira exposição sexualmente explícita de uma mulher na Wickersham Gallery na Madison Avenue. De acordo com Dodson, a estréia da instalação marcou sua incursão na educação sexual. Quatro anos depois, ela lançou uma série de palestras chamadas Bodysex Workshops, nas quais usava vibradores para ensinar mulheres sobre masturbação, e em 1974 ela lançou seu primeiro livro, Liberating Masturbation. Dodson, como tantas mulheres na época, procurava brinquedos sexuais em locais bastante convencionais.

“Vibradores elétricos eram vendidos como máquinas de massagem e eu os comprei na seção de eletrodomésticos da Macy’s”

Betty Dodson

Enquanto Liberating Masturbation era vendido junto com a Magic Wand no Eve’s Garden – uma nova e um tanto subversiva sex shop que atendia especificamente às mulheres – Dodson optou pela Panasonic Panabrator em suas primeiras demos. Em 1975 ela o substituiu pela Varinha Mágica. De acordo com Dian Hanson, ex-editora da Juggs, Leg Show e várias outras revistas masculinas, e atual Sexy Book Editor da Taschen Publishing, Dodson a iniciou na Wand em 1977 e desde então ela tem sido uma devota.

“Ela me disse para comprar uma Varinha Mágica Hitachi, mas para ter cuidado com seu poder, tanto físico quanto psicológico, já que é um agente viciante equivalente à heroína”, disse Hanson. “Minha única experiência anterior com um vibrador era uma coisa de plástico rosa que continha duas baterias de célula D; a Hitachi era um mundo totalmente diferente.”

A reação de Hanson à Varinha Mágica não é única. A Internet está inundada de relatos sobre sua força, versatilidade e poder de permanência. É comumente referido como o Cadillac dos vibradores e tem sido um best-seller na sex shop progressiva Good Vibrations desde sua inauguração em 1977. Ele evoluiu de tímidos anúncios na parte de trás da revista política liberal Mother Jones nos anos 80 para ser piada em programas humorísticos na televisão e Internet. Nesse ínterim, tornou-se regular nas páginas de revistas femininas como Cosmo, apareceu como fiel ajudante em filmes adultos e gerou um exército de cópias não autorizadas. Nos mais de 50 anos desde seu lançamento, os avanços tecnológicos levaram a saltos massivos na tecnologia de consumo, mas a Varinha Mágica permaneceu praticamente inalterada.

“Ela me disse para comprar uma Varinha Mágica Hitachi, mas para ter cuidado com seu poder, tanto físico quanto psicológico, já que é um agente viciante logo atrás da heroína”

Dian Hanson

Isto é, até 2013. A Hitachi abandonou a velha embalagem dos anos 1980, reformulou os materiais para um produto mais leve e durável e trocou a placa de circuito. Para os não iniciados, parecia a velha Varinha Mágica da mamãe, com uma notável exceção: o nome Hitachi não aparecia na embalagem.

A Varinha Mágica ocupa um lugar especial na história da sexualidade feminina e dos eletrônicos de consumo, mas não é o primeiro dispositivo desse tipo a ser comercializado como um massageador pessoal, nem o primeiro produzido por um líder na indústria de eletrônicos. A GE também comercializou o seu modelo, assim como a Panasonic e a Oster (mais conhecido por seus liquidificadores).

De acordo com The Technology of Orgasm, de Rachel P. Manes, o primeiro vibrador eletrônico apareceu em 1878, antes do rádio, da televisão e de uma série de outras tecnologias inovadoras. Maines descreve um dispositivo, alimentado por uma bateria enorme, inventado por um médico inglês chamado Joseph Mortimer Granville e fabricado pela Weiss, uma fabricante de instrumentos médicos.

O folião motorizado da Weiss foi usado pela primeira vez para tratar a histeria, uma antiquada condição médica [que nunca existiu] que se pensava ser curada pelo orgasmo feminino. Como destaca Maines, no início dos anos 1900, havia dezenas de modelos no mercado e seus usos se expandiram para incluir tratamento para tudo, desde artrite e prisão de ventre até dores musculares.

The Rabbit Habit, outro vibrador popular distribuído pela Vibratex – Imagem: Engadget

Desde que Mortimer Granville inventou o primeiro vibrador elétrico, esses ‘gadgets’ penetraram com sucesso no entretenimento, com aparições nos principais filmes, programas de TV populares e revistas de moda. Mesmo Oprah Winfrey não tem medo de falar o que pensa sobre o assunto. (Aparentemente, a “grande O” prefere algo do tamanho de um “pulverizador de perfume” a massageadores de costas descomunais, como a Varinha Mágica.) As atitudes em relação ao sexo e aos brinquedos sexuais mudaram drasticamente, mas nenhum outro vibrador capturou a imaginação convencional como a Varinha Mágica, exceto para talvez o “multipontas” Rabbit, que foi o centro das atenções em um episódio de Sex and the City.

Com a ajuda da grande mídia, discussões sérias sobre a masturbação passaram dos confins das oficinas de sexualidade feminina para o nível da cultura popular. Em 1994, a então “Surgeon General” dos EUA, Joycelyn Elders, já à época uma figura controversa, foi forçada a renunciar após sugerir que os alunos fossem ensinados a se masturbar para conter a disseminação da AIDS.

Percorremos um longo caminho desde a renúncia de Elders; leis arcaicas que restringiam a venda de brinquedos sexuais lentamente caíram dos códigos legais e figuras públicas como Oprah legitimaram o assunto na grande mídia. Mas a masturbação e seus acessórios ainda são tabu. Na verdade, é difícil obter informações sobre a Magic Wand fora das anedotas pessoais e do site oficial do dispositivo. MagicWandOriginal.com contém uma lista de especificações, análises de usuários e uma vaga história do aparelho, mas nenhuma menção às suas origens.

É comumente referido como o Cadillac dos vibradores e tem sido um best-seller na sex shop progressiva Good Vibrations desde sua inauguração em 1977 – Imagem: Hitachi

Parece que o silêncio é proposital. Entramos em contato com a Hitachi várias vezes enquanto pesquisávamos essa história e não recebemos resposta. Na verdade, de acordo com Eddie Romero, diretor de operações da Vibratex, a principal importadora americana do dispositivo, a Hitachi planejava descontinuar o produto antes do redesenho de 2013. Segundo ele, a Hitachi é uma empresa japonesa “muito tradicional” e não queria que seu nome fosse vinculado ao que é essencialmente o brinquedo sexual mais conhecido da Terra. A Vibratex, ainda não preparada para perder seu maior sucesso de vendas (250.000 por ano), convenceu a Hitachi a continuar produzindo-o sob o nome Magic Wand Original [Varinha Mágica Original].

“Evidentemente, o Sr. Hitachi (Senior). não gostou da ideia de que sua máquina de massagem estava proporcionando orgasmos a milhões de mulheres”, disse Dodson. “Que merda! Ele continua sendo meu vibrador favorito até hoje.”

Splinternet: a Crescente Ameaça de Fragmentação da Rede

Você tenta usar seu cartão de crédito, mas ele não funciona. Na verdade, o cartão de crédito de ninguém funciona. Você tenta ir a alguns sites de notícias para descobrir o que está acontecendo, mas também não consegue acessar nenhum deles. Nem mais ninguém consegue. Logo as pessoas estão em pânico fazendo compras de itens essenciais e esvaziando caixas eletrônicos.

Imagem: iStock

Esse tipo de colapso catastrófico da pan-Internet é mais provável do que a maioria das pessoas imagina. O Projeto Atlas da Internet[1], da Universidade da Califórnia, Berkeley, tem como objetivo produzir indicadores dos pontos fracos, gargalos e vulnerabilidades que ameaçam a estabilidade da Internet, tornando mais claros os riscos de longo prazo.

Por exemplo, onde estão os pontos de fragilidade na conectividade global de cabos? Cabos físicos submarinos fornecem 95% do tráfego de voz e dados da Internet. Mas devido a problemas de infraestrutura, alguns países, como Tonga, se conectam a apenas um outro país, o que os torna vulneráveis ​​a ataques de grampeamento de cabos.

Outro exemplo são as redes de distribuição de conteúdo, que os sites usam para disponibilizar prontamente seu conteúdo a um grande número de usuários. Para ilustrar o problema, uma interrupção na rede de distribuição de conteúdo [Content Delivery Network – CDN] Fastly em 8 de junho de 2021, interrompeu brevemente o acesso aos sites da Amazon, CNN, PayPal, Reddit, Spotify, The New York Times e do governo do Reino Unido.

Atualmente, a Internet enfrenta perigos duplos. Por um lado, existe a ameaça de consolidação total. O poder sobre a Internet tem se concentrado cada vez mais, notadamente nas mãos de algumas organizações sediadas nos Estados Unidos. Por outro lado, nota-se uma crescente fragmentação. As tentativas de desafiar o status quo, especialmente por parte da Rússia e da China, ameaçam desestabilizar a Internet globalmente.

Para quem a Internet está se tornando mais confiável e para quem ela está se tornando mais instável? Estas são as questões críticas. Cerca de 3,4 bilhões de pessoas agora estão se conectando à Internet em países como Fiji, Tonga e Vanuatu. Que tipo de Internet eles herdarão? Uma Internet controlada pelos EUA.

Desde pelo menos 2015, os principais serviços que alimentam a internet estão cada vez mais centralizados nas mãos de empresas americanas. Estima-se que as corporações, organizações sem fins lucrativos e agências governamentais dos EUA poderiam bloquear um total de 96% do conteúdo da Internet global de alguma forma.

O Departamento de Justiça dos EUA costumeiramente usa ordens judiciais destinadas aos fornecedores de tecnologia [Google, Facebook, etc] para bloquear o acesso global a conteúdos ilegais nos EUA, como violações de direitos autorais. Ultimamente, porém, o governo federal dos EUA tem estendido sua jurisdição de forma mais agressiva. Em junho, o DOJ usou uma ordem judicial para suspender brevemente um site de notícias iraniano que o departamento alegou estar espalhando desinformação.

Devido às interdependências da web – como das redes de distribuição de conteúdo – um passo em falso na aplicação desses procedimentos pode derrubar uma peça-chave qualquer da infraestrutura da Internet, tornando mais provável um apagão generalizado.

Nesse meio-tempo, não apenas o governo, mas empresas de tecnologia com sede nos EUA também correm o risco de causar estragos pelo mundo. Considere a recente briga da Austrália com o Facebook sobre o pagamento às agências de notícias por seu conteúdo. A certa altura, o Facebook bloqueou todas as notícias em sua plataforma na Austrália.

Uma consequência foi que muitas pessoas em Fiji, Nauru, Papua Nova Guiné, Samoa, Tonga e Vanuatu perderam temporariamente uma fonte importante de notícias, porque dependem de planos de celular pré-pagos que oferecem acesso com desconto ao Facebook [mas não a sites de informação]. À medida que essas escaramuças aumentam de frequência, os países em todo o mundo estarão cada vez mais sujeitos a interrupções em seu acesso à Internet.

Uma ‘Splinternet’

Naturalmente, nem todo mundo está feliz com essa Internet liderada pelos EUA. A Rússia estrangula o tráfego do Twitter. A China bloqueia o acesso ao Google.

Essas manobras domésticas ameaçam colapsos localizados [a Índia agora se acostumou a fechar a Internet regionalmente durante distúrbios civis]. Tomados em conjunto, esses movimentos representam uma ameaça global: a fragmentação da Internet. Uma Internet fragmentada ameaça a expressão individual, o comércio e a cooperação global na ciência.

Esse estado de coisas também aumenta o risco de ataques ao coração da Internet. Em uma Internet aberta global, os ataques à infraestrutura prejudicam a todos. As internets nacionais isoladas, entretanto, seriam mais resistentes. Por exemplo, a Rússia possui a capacidade de se desconectar do resto da Internet mundial, mantendo o serviço internamente. Dispondo dessa capacidade, ela poderia ser tentada a atacar a infraestrutura central da Internet global com menos risco de perturbar sua população doméstica. Um ataque sofisticado contra uma empresa-chave dos Estados Unidos [qualquer uma] pode causar uma interrupção de grande escala na Internet.

O Futuro da Internet

Durante grande parte de sua história, a Internet foi imperfeitamente, mas amplamente aberta. O conteúdo pode ser acessado em qualquer lugar, além das fronteiras nacionais. Talvez essa abertura seja por causa, e não apesar, do domínio de uma grande democracia liberal como os EUA sobre a internet.

Quer essa teoria seja válida ou não, é improvável que o domínio dos EUA sobre a Internet persista indefinidamente. O status quo enfrenta desafios colocados pelos adversários dos EUA, seus aliados históricos e suas próprias empresas nacionais de tecnologia. Se não houver uma ação coordenada, o mundo ficará com uma mistura de poder norte-americano sem controle e um distópico mundo de escaramuças descentralizadas ad-hoc.

Nesse ambiente, construir uma internet estável e transnacional para as gerações futuras é um desafio. Requer delicadeza e precisão. É aí que um trabalho de análise como o do Projeto Atlas faz a diferença. Para tornar a Internet mais estável globalmente, as pessoas e instituições precisam de medições precisas para entender seus pontos de estrangulamento e suas vulnerabilidades. Assim como os bancos centrais observam as métricas de inflação e emprego quando decidem como estabelecer taxas, a governança da Internet também deve se basear em indicadores – por mais imperfeitos que sejam.

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[1] O Internet Atlas mede os riscos estruturais de longo prazo para a Internet global. Ele produz indicadores reproduzíveis e disponibilizados de forma aberta para identificar pontos fortes e fracos em vários níveis da “pilha” da Internet.

Uber Drivers

Hoje não é Sexta de Leão. O post das sextas procura trazer informações interessantes e novidadeiras [e até profundas], com uma pegada casual e um olhar original, mas sempre com um fundo leve de chiste. Meu estado de espírito nesta semana não me permite chistes. Além da solidão do distanciamento social [que já não mais suporto] e do cansaço geral da pandemia, estou tentando entender o que as estatísticas do site estão a me dizer. Embora eu seja honrado pela atenção dos novos amigos e colegas que fiz na grande rede WordPress, vejo que as pessoas do meu entorno e os [sedizentes] amigos não visitam meu site. Como posso conquistar o mundo se não consigo conquistar minha roda de bar ou a grande família?

Imagem: iStock

Eu costumo apoiar entusiasticamente os projetos dos amigos, mas não estou sendo reciprocado. Será que meu conteúdo, produzido com muito esforço, não está a contento? Será que não acreditam em mim e na minha capacidade? Por que não me dão feedback? Será que pensam que este é um projeto de vaidade? Será que não sabem que este site é um componente importante da estrutura de meu ganha-pão? Será que os ofendi de alguma forma? Ou, pior: será que também tiveram o cérebro sequestrado pelas infames redes sociais e se tornaram completamente incapazes de um pouco de concentração para entender textos como os que escrevo?

Confesso que talvez eu não seja bom para interagir em redes [minhas contas no FB e Twitter estão inativas há anos], apesar de administrar dezenas delas [construídas por mim]. Se isso é verdade, temo pelo meu futuro, na crescente e inexorável economia de rede. A reação [ou falta de] dos amigos ao meu trabalho pode ser um sinal precoce da minha obsolescência. Luto para me manter à tona e não ser varrido do mapa pelos ventos da mudança. Tangido pela exasperação, é sobre isso que decidi falar hoje.

Se você está dirigindo para o Uber ou trabalhando no iFood, seu pensamento, alguns anos atrás, seria: viva a gig economy, viva a liberdade, viva a flexibilidade! Isso tudo é muito bom. Acredito que deva existir muita coisa boa nessas novas empresas. Mas por outro lado, o lado humano, nesse ambiente você só tem chance de progredir aritmeticamente, como um operário de fábrica na Inglaterra da década de 1850. Você tem tempo flexível, mas sem propriedade, sem benefícios, sem aprendizagem, sem comunidade, sem potencial de crescimento geométrico e sempre sujeito às mudanças que eles fazem no centro da rede, aos ajustes que fazem no algoritmo e nas regras do jogo .

Se você ficar temporariamente incapacitado, em tratamento médico, ou atendendo sua família em algum percalço, a rede não precisa de você – o elemento na periferia do sistema. Você será imediatamente substituído por outro par de mãos. Você trabalha avulso, pela remuneração mínima, não construindo nada além de sua classificação no sistema deles, sem acumular vantagens, não importa o quanto você trabalhe. Seu milésimo dia no trabalho será igual ao primeiro.

Há um conjunto de empregos que tradicionalmente sempre foram província da classe média, como arquitetura ou medicina, mas esses empregos serão cada vez mais desviados para a rede, e o licitante mais barato e mais rápido obterá o contrato – por uma remuneração bem menor do que as pessoas costumavam ganhar pelo mesmo serviço na velha economia. Isso é a hiperglobalização. É a multiplicação por dez do que vimos na década de 1980, quando os EUA perderam a liderança na competição global em várias indústrias importantes da época, como aço e automóveis, e o ‘rust belt’ se formou.

As empresas centrais da economia em rede têm um impacto ainda maior sobre os consumidores [talvez nem mesmo este termo se aplique mais] do que tinham os gigantes de escala do passado, como a Standard Oil e a GM. Isso porque, nos tempos da economia de escala, você podia optar por um produto alternativo, caso não gostasse do produto oferecido.

Mas agora, não temos muita opção fora da rede. Estamos cativos. Não éramos cativos da GM, mas estou cativo, por exemplo, do Google e do Whatsapp [minha fonte particular de desgosto], porque é onde estão todas as pessoas importantes na minha área, meus clientes e potenciais clientes. Eu não posso escapar dessa situação. Estamos presos ao LinkedIn porque é assim que somos vistos pelos empregadores e parceiros com os quais interagimos. E não podemos simplesmente cancelá-los como faríamos tranquilamente com a GM.

Também ao contrário dos funcionários da GM, os motoristas do Uber precisam interagir com a rede do Uber em tempo real. Com a Ford, usei seus produtos por mais de 20 anos. Eles não tinham como me vigiar. Detroit não tinha acesso fácil ao meu nome e perfil financeiro. Mas as novas redes digitais otimizam nosso perfil de custo / benefício minuto a minuto. Eles são partes constantes de nossas vidas, extraindo o que podem de cada nó da rede. Eles sabem quem somos e conhecem nosso contexto familiar e econômico. É por isso que, aqui na extremidade da rede, estamos em desvantagem. A maioria dos nós da rede [si, nosotros!] são periféricos, e dançamos conforme a música dos algoritmos emanados do centro.

Imagem: iStock

Economia de rede

Eis uma mudança importante no mundo: na economia de rede, temos um novo conceito de ‘self’. Uma mudança semelhante ocorreu na revolução industrial, quando passamos do cultivo autossuficiente de nosso próprio solo para estar na linha de produção e ser parte do sistema, trabalhando 16 horas por dia em um tear. A revolução industrial causou uma mudança de consciência. Estamos agora passando por uma nova mudança radical na consciência e na percepção de qual é o nosso lugar no universo.

A economia da rede precisa de um novo contrato social

Um “contrato social” é um acordo geralmente não escrito entre uma sociedade e suas partes componentes, para cooperar em benefício mútuo. É um acordo implícito que a maioria de nós aceita para que possamos “ser livres e procurar a felicidade” dentro de uma comunidade. É a narrativa que anima a nacionalidade; que une uma nação ou um mundo. É o que delimita o que podemos esperar um do outro. São as regras do jogo.

Por exemplo, o contrato social entre o governo e seus cidadãos nos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial era [para os cidadãos]: formar-se no ensino médio, comprar uma casa, trabalhar 40 anos para uma empresa de grande porte [ou para o governo], se aposentar aos 64 e depois viver tranquilamente na Florida. A responsabilidade do governo era se esforçar para promulgar leis para tornar tudo isso realidade. Esse foi o contrato social original, e todas as outras histórias foram construídas em torno dessa história.

Durante o mesmo período, o contrato social entre empresas de grande porte e seus funcionários era que os funcionários devotassem 40 anos de serviço leal, em troca de estabilidade e uma aposentadoria tranquila.

É claro que essa versão antiga do contrato social já expirou há pelo menos 20 anos. Todos concordam com isso. Mas nem todos concordam sobre como devem ser os novos contratos sociais.

Aqui estão algumas ideias de coisas que serão diferentes agora que vivemos em uma economia em rede. Não é a melhor das utopias, e, talvez, de fato se transforme em uma distopia. Mas estamos aqui a registrar os fatos e não para expressar desejos.

O Novo Contrato da Sociedade com seus Cidadãos

  1. Você renunciará à sua privacidade.

O cidadão abrirá mão da privacidade para que o sistema o reconheça e possa otimizar seus resultados pessoais. É uma barganha [ao meu ver faustiana].

Aqueles que se chocam com a perspectiva de qualquer redução de privacidade [como eu], precisam aceitar que isso já aconteceu e que, quando lhe é dada a oportunidade de compartilhar seus dados para obter benefícios [ainda que mínimos], a grande massa das pessoas alegremente se rende às miçangas e espelhos.

Em troca, a sociedade [talvez] concordará que:

  1. Você terá um emprego (se tiver disposição e capacidade).

No passado, a tragédia era que mesmo os muito dispostos e capazes frequentemente não conseguiam um emprego. Com o advento da internet, se você quiser e puder, agora pode oferecer seu trabalho com custos mínimos: Dirigir Ubers, construir sites, entregar comida, se exibir sexualmente diante de uma câmera, etc. Se você quer mesmo um emprego, pode conseguir seu “emprego” [aspas duplas] na internet.

Infelizmente, a parte difícil desse cenário são as pessoas emocionalmente “divergentes” e introvertidas, mesmo sendo dispostas. Algumas dessas pessoas [de novo, eu] não são emocionalmente ou intelectualmente capazes de lidar com redes. Elas são ansiosas ou deprimidas demais para atuar em um nível alto o suficiente para serem membros valiosos da rede. Alguns são fisicamente incapazes devido a doenças genéticas ou acidentes.

Paralelamente, a transparência e a velocidade da tecnologia de rede tornarão mais difícil a competição no mercado de trabalho. As exigências aumentarão para o quão emocionalmente estável e inteligente você precisa ser para competir. Todos estarão ao sabor da lei de potência [lei de potência: os melhores se dão cada vez melhor e os piores cada vez pior].

As novas tecnologias vão deixar para trás as pessoas sem preparo emocional, automotivação ou inteligência. As mudanças vão privilegiar as pessoas mais extrovertidas e energéticas.

Isso parece assustador; um motivo para um levante social. Então, o que podemos fazer?

O melhor caminho a seguir parece ser “usar soluções da rede para resolver os problemas da rede” – construir sistemas para melhorar as pessoas e mantê-las relevantes para a rede. Mais treinamento, mais apoio, mais empregos de nicho, mais conexão através da rede.

  1. Você terá acesso a treinamento.

Muitos já o fazem. Você pode se auto educar como nunca antes, graças a uma quase infinidade de conteúdo na internet. E há os cursos online. Além disso, IAs de treinamento e conteúdo estarão em toda parte. Muitas interfaces de trabalho já estão se tornando “gameficadas”, capazes de fornecer feedback constante à medida que você aprende um novo trabalho.

  1. Você terá liberdade para escolher seu trabalho e como usará seu tempo.

Já estamos vendo milhões de pessoas escolherem a liberdade do horário flexível em vez de outros benefícios tradicionais, como férias [gasp!].

  1. O governo não impedirá o crescimento da rede.

Os governos são estruturas de pensamento hierárquico. Eles são os dinossauros em extinção e as redes correspondem aos primeiros mamíferos. As redes vão reduzir o poder do estado-nação. Por outro lado, as afiliações e conexões internacionais vão aumentar.

O novo contrato social deve evitar prender as pessoas com muita força. Os cidadãos vão abraçar a economia de rede e tenderão a não se apegar à economia de escala do mundo industrial. Já que as pessoas vão agir assim, os governos vão se adaptar de forma correspondente. A economia de escala não vai desaparecer, mas vai se tornar uma parte menor da vida e da economia, como aconteceu com a agricultura na era industrial.

  1. Você terá a mobilidade como norma de vida.

Morar em uma casa com um gramado aparado e cercas branquíssimas já não é o único sonho americano possível.

Se a história nos diz alguma coisa, os próximos SnapChat, Airbnb e Uber serão criados nos próximos vinte e quatro meses. Embora a próxima startup de um bilhão de dólares [a brasileira Aucky 😉] ainda não tenha adquirido um formato reconhecível, é certo que todas elas funcionarão baseadas no efeito de rede. Se no fim das contas isso vai ser positivo para você ou para mim, deixo como exercício mental [como dizia Einstein, um gedänkenexperiment] para o fim de semana.

Fonte: https://www.nfx.com/post/network-economy/

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Deixo também uma saudação aos amigos que nunca a lerão. E meu agradecimento pelo apoio nunca recebido.

(*)Tentei seguir teu conselho e escrever humanamente, @Tati. Acho que exagerei.