O Taliban, não o Ocidente, Ganhou a Guerra Tecnológica do Afeganistão

Por Christopher Ankersen e Mike Martin

MIT Technological Review

Na verdade, ao contrário da narrativa típica, os avanços tecnológicos ocorridos durante os 20 anos de conflito favoreceram mais o Taliban do que o Ocidente. Na guerra da inovação, o Taliban venceu. O que isso significa? O Ocidente lutou na guerra de uma mesma maneira, do início ao fim. Os primeiros ataques aéreos em 2001 foram conduzidos por bombardeiros B-52, o mesmo modelo que entrou em serviço pela primeira vez em 1955; em agosto, os ataques que marcaram o fim da presença norte-americana vieram do mesmo venerável modelo de aeronave.

Imagem: Pinterest

O Taliban, entretanto, deu alguns saltos enormes. Eles começaram a guerra com AK-47s e outras armas convencionais simples, mas hoje eles tiram grande proveito da telefonia móvel e da internet – não apenas para melhorar suas armas e seus sistemas de comando e controle, mas, ainda mais crucialmente, para operar suas comunicações estratégicas e sua PsyOps/guerra psicológica, assim como suas táticas de influência nas redes sociais.

O que explica esses ganhos tecnológicos – embora modestos e desigualmente distribuídos? Para o Taliban, a guerra no Afeganistão foi existencial. Confrontados com centenas de milhares de tropas estrangeiras de países da OTAN e caçados no solo e no ar, tiveram de se adaptar para sobreviver.

Embora a maior parte de seu equipamento de combate tenha permanecido simples e fácil de manter (muitas vezes não mais do que uma Kalashnikov, alguma munição, um rádio e um lenço na cabeça), eles tiveram que buscar novas tecnologias em outros grupos insurgentes ou desenvolver sua própria. Um exemplo importante: bombas de beira de estrada ou Improvised Explosive Devices – IEDs. Essas armas simples causaram mais baixas aliadas do que qualquer outra. Ativados originalmente por placas de pressão, como as minas, eles evoluíram no meio da guerra para que o Taliban pudesse detoná-los com telefones celulares de qualquer lugar com sinal de celular.

Como a linha de base tecnológica do Taliban era mais baixa, as inovações que eles fizeram são ainda mais significativas. Mas o verdadeiro avanço tecnológico do Taliban ocorreu no nível estratégico. Cientes de suas deficiências anteriores, eles tentaram superar as fraquezas mostradas em sua passagem anterior no governo. Entre 1996 e 2001, eles optaram por ser reclusos, e havia apenas uma foto conhecida de seu líder, Mullah Omar.

Desde então, porém, o Taliban desenvolveu uma equipe sofisticada de relações públicas, aproveitando a mídia social no país e no exterior. Os ataques com IEDs geralmente eram gravados por telefone celular e carregados em um dos muitos feeds do Twitter do Taliban para ajudar no recrutamento, arrecadação de fundos e moral.

Outro exemplo é a técnica de varrer automaticamente as mídias sociais em busca de frases-chave como “apoio ao ISI” – referindo-se ao serviço de segurança do Paquistão, que tem uma relação com o Taliban – e, em seguida, liberar um exército de bots online para enviar mensagens que tentam remodelar a imagem do movimento.

Para a coalizão, as coisas eram bem diferentes. As forças ocidentais tinham acesso a uma ampla gama de tecnologia de classe mundial, desde vigilância baseada no espaço até sistemas operados remotamente, como robôs e drones. Mas para eles, a guerra no Afeganistão não era uma guerra de sobrevivência; era uma guerra de escolha. E, por causa disso, grande parte da tecnologia visava reduzir o risco de baixas, em vez de obter a vitória total.

As forças ocidentais investiram pesadamente em armas que pudessem tirar os soldados do perigo – força aérea, drones – ou tecnologias que pudessem acelerar a disponibilidade de tratamento médico imediato. Coisas que mantêm o inimigo à distância ou protegem os soldados de perigos, como armas, coletes à prova de balas e detecção de bombas na beira da estrada, têm sido o foco do Ocidente.

A prioridade militar abrangente do Ocidente está em outro lugar: na batalha entre potências maiores. Tecnologicamente, isso significa investir em mísseis hipersônicos para se igualar aos da China ou da Rússia, por exemplo, ou em inteligência artificial militar para tentar enganá-los.

Tradução: Bravo Marques

Conteúdo original na íntegra em MIT Technological Review [em inglês]

Sexta de Leão: A Varinha Mágica da Hitachi

Por Christopher Trout – em Engadget

1968. Foi o ano da Ofensiva do Tet no Vietnam; dos assassinatos de Martin Luther King Jr. e Robert Kennedy; dos motins da Convenção Nacional Democrática no EUA. Foi também a primeira vez que os humanos fotografaram a Terra do espaço profundo. Foi um ano de grande inovação e devastação.

Os valores americanos estavam em convulsão e a revolução sexual estava bem encaminhada, questionando estereótipos sexuais antiquados. No meio de tudo isso, uma estrela improvável nasceu.

O Escritório de Marcas e Patentes dos EUA lista o primeiro lançamento da Varinha Mágica Hitachi no comércio como 25 de abril de 1968. Nos 53 anos desde então, este grande pedaço de plástico branco, que tem alguma semelhança com um martelo de bumbo, chegou para introduzir uma dualidade estranha para muitos americanos. É comercializado e vendido como um massageador pessoal em lojas de departamentos e farmácias, ao mesmo tempo que serve como um confiável auxiliar de masturbação feminina.

A Varinha Mágica não é o que você esperaria de um brinquedo sexual moderno. Na verdade, poderia muito bem ser o vibrador da sua avó. Ele pesa 1,2 quilo, mede 30 centímetros da base à ponta e tem uma cabeça bulbosa do tamanho de uma bola de tênis. É feito de plástico rígido, tem duas velocidades – alta (6.000 vibrações por minuto) e baixa (5.000 vibrações por minuto) – e se conecta a uma tomada elétrica por meio de um cabo de 2 metros. Não é à prova d’água e tem tendência a superaquecer após 25 minutos de uso. Deficiências à parte, a Varinha Mágica continua a vender mais que concorrentes mais avançados tecnologicamente, mesmo que a empresa que a criou tente se distanciar daquele que se tornou um dos brinquedos sexuais mais icônicos que existem.

A caixa Hitachi Magic Wand antes e depois de sua reestilização de 2013 – Imagem: Engadget

No mesmo ano em que a Varinha Mágica apareceu no mercado, uma artista residente em Nova York chamada Betty Dodson fez sua primeira exposição sexualmente explícita de uma mulher na Wickersham Gallery na Madison Avenue. De acordo com Dodson, a estréia da instalação marcou sua incursão na educação sexual. Quatro anos depois, ela lançou uma série de palestras chamadas Bodysex Workshops, nas quais usava vibradores para ensinar mulheres sobre masturbação, e em 1974 ela lançou seu primeiro livro, Liberating Masturbation. Dodson, como tantas mulheres na época, procurava brinquedos sexuais em locais bastante convencionais.

“Vibradores elétricos eram vendidos como máquinas de massagem e eu os comprei na seção de eletrodomésticos da Macy’s”

Betty Dodson

Enquanto Liberating Masturbation era vendido junto com a Magic Wand no Eve’s Garden – uma nova e um tanto subversiva sex shop que atendia especificamente às mulheres – Dodson optou pela Panasonic Panabrator em suas primeiras demos. Em 1975 ela o substituiu pela Varinha Mágica. De acordo com Dian Hanson, ex-editora da Juggs, Leg Show e várias outras revistas masculinas, e atual Sexy Book Editor da Taschen Publishing, Dodson a iniciou na Wand em 1977 e desde então ela tem sido uma devota.

“Ela me disse para comprar uma Varinha Mágica Hitachi, mas para ter cuidado com seu poder, tanto físico quanto psicológico, já que é um agente viciante equivalente à heroína”, disse Hanson. “Minha única experiência anterior com um vibrador era uma coisa de plástico rosa que continha duas baterias de célula D; a Hitachi era um mundo totalmente diferente.”

A reação de Hanson à Varinha Mágica não é única. A Internet está inundada de relatos sobre sua força, versatilidade e poder de permanência. É comumente referido como o Cadillac dos vibradores e tem sido um best-seller na sex shop progressiva Good Vibrations desde sua inauguração em 1977. Ele evoluiu de tímidos anúncios na parte de trás da revista política liberal Mother Jones nos anos 80 para ser piada em programas humorísticos na televisão e Internet. Nesse ínterim, tornou-se regular nas páginas de revistas femininas como Cosmo, apareceu como fiel ajudante em filmes adultos e gerou um exército de cópias não autorizadas. Nos mais de 50 anos desde seu lançamento, os avanços tecnológicos levaram a saltos massivos na tecnologia de consumo, mas a Varinha Mágica permaneceu praticamente inalterada.

“Ela me disse para comprar uma Varinha Mágica Hitachi, mas para ter cuidado com seu poder, tanto físico quanto psicológico, já que é um agente viciante logo atrás da heroína”

Dian Hanson

Isto é, até 2013. A Hitachi abandonou a velha embalagem dos anos 1980, reformulou os materiais para um produto mais leve e durável e trocou a placa de circuito. Para os não iniciados, parecia a velha Varinha Mágica da mamãe, com uma notável exceção: o nome Hitachi não aparecia na embalagem.

A Varinha Mágica ocupa um lugar especial na história da sexualidade feminina e dos eletrônicos de consumo, mas não é o primeiro dispositivo desse tipo a ser comercializado como um massageador pessoal, nem o primeiro produzido por um líder na indústria de eletrônicos. A GE também comercializou o seu modelo, assim como a Panasonic e a Oster (mais conhecido por seus liquidificadores).

De acordo com The Technology of Orgasm, de Rachel P. Manes, o primeiro vibrador eletrônico apareceu em 1878, antes do rádio, da televisão e de uma série de outras tecnologias inovadoras. Maines descreve um dispositivo, alimentado por uma bateria enorme, inventado por um médico inglês chamado Joseph Mortimer Granville e fabricado pela Weiss, uma fabricante de instrumentos médicos.

O folião motorizado da Weiss foi usado pela primeira vez para tratar a histeria, uma antiquada condição médica [que nunca existiu] que se pensava ser curada pelo orgasmo feminino. Como destaca Maines, no início dos anos 1900, havia dezenas de modelos no mercado e seus usos se expandiram para incluir tratamento para tudo, desde artrite e prisão de ventre até dores musculares.

The Rabbit Habit, outro vibrador popular distribuído pela Vibratex – Imagem: Engadget

Desde que Mortimer Granville inventou o primeiro vibrador elétrico, esses ‘gadgets’ penetraram com sucesso no entretenimento, com aparições nos principais filmes, programas de TV populares e revistas de moda. Mesmo Oprah Winfrey não tem medo de falar o que pensa sobre o assunto. (Aparentemente, a “grande O” prefere algo do tamanho de um “pulverizador de perfume” a massageadores de costas descomunais, como a Varinha Mágica.) As atitudes em relação ao sexo e aos brinquedos sexuais mudaram drasticamente, mas nenhum outro vibrador capturou a imaginação convencional como a Varinha Mágica, exceto para talvez o “multipontas” Rabbit, que foi o centro das atenções em um episódio de Sex and the City.

Com a ajuda da grande mídia, discussões sérias sobre a masturbação passaram dos confins das oficinas de sexualidade feminina para o nível da cultura popular. Em 1994, a então “Surgeon General” dos EUA, Joycelyn Elders, já à época uma figura controversa, foi forçada a renunciar após sugerir que os alunos fossem ensinados a se masturbar para conter a disseminação da AIDS.

Percorremos um longo caminho desde a renúncia de Elders; leis arcaicas que restringiam a venda de brinquedos sexuais lentamente caíram dos códigos legais e figuras públicas como Oprah legitimaram o assunto na grande mídia. Mas a masturbação e seus acessórios ainda são tabu. Na verdade, é difícil obter informações sobre a Magic Wand fora das anedotas pessoais e do site oficial do dispositivo. MagicWandOriginal.com contém uma lista de especificações, análises de usuários e uma vaga história do aparelho, mas nenhuma menção às suas origens.

É comumente referido como o Cadillac dos vibradores e tem sido um best-seller na sex shop progressiva Good Vibrations desde sua inauguração em 1977 – Imagem: Hitachi

Parece que o silêncio é proposital. Entramos em contato com a Hitachi várias vezes enquanto pesquisávamos essa história e não recebemos resposta. Na verdade, de acordo com Eddie Romero, diretor de operações da Vibratex, a principal importadora americana do dispositivo, a Hitachi planejava descontinuar o produto antes do redesenho de 2013. Segundo ele, a Hitachi é uma empresa japonesa “muito tradicional” e não queria que seu nome fosse vinculado ao que é essencialmente o brinquedo sexual mais conhecido da Terra. A Vibratex, ainda não preparada para perder seu maior sucesso de vendas (250.000 por ano), convenceu a Hitachi a continuar produzindo-o sob o nome Magic Wand Original [Varinha Mágica Original].

“Evidentemente, o Sr. Hitachi (Senior). não gostou da ideia de que sua máquina de massagem estava proporcionando orgasmos a milhões de mulheres”, disse Dodson. “Que merda! Ele continua sendo meu vibrador favorito até hoje.”

Fugindo da Internet Comum

Devo primeiro definir meus termos. Usarei a expressão “Internet comum” para distinguir a nossa velha conhecida “rede mundial de computadores” das redes alternativas, que tecnicamente são chamadas de redes de sobreposição de Internet [‘overlay networks’] – algumas das quais são comumente rotuladas como “dark nets“. A maioria das pessoas hoje em dia se refere à Internet comum como “a web”, embora o significado desse termo tenha mudado ao longo dos anos.

Imagem: iStock

Originalmente, a web consistia apenas dos sites da Internet cujos URLs começavam com “www”. Agora, para a maioria das pessoas, a web significa toda a Internet. Costumo usar a expressão “mainstream Internet” para me referir aos sites mais conhecidos e movimentadas na Internet comum, especialmente os sites dos gigantes da mídia social como Facebook, Twitter e Reddit.

Há um indicador recente detectado nos países avançados: muitas pessoas estão decidindo dar uma pausa na Internet comum ou, pelo menos, diminuir o tempo dedicado às interações online. Muitas dessas pessoas estão procurando [e muitas vezes encontrando] alternativas para as principais mídias sociais e sites corporativos em geral. Uma dessas alternativas é a rede descentralizada Diaspora – também chamada “rede federada” [link para um servidor Diáspora em português]. Alguns estão indo ainda mais longe, distanciando-se até mesmo do protocolo de hipertexto [HTTP] e gravitando em direção a protocolos de rede mais amigáveis ​​e de ritmo mais lento, como Gopher e Gemini.

Quanto aos motivos, alguns reclamam que os usuários da Internet têm se mostrado cada vez mais intolerantes e mesquinhos desde a década de 1990. Outros desejam dar uma pausa nas redes sociais mais propensas a criar dependência. Alguns consideram que a Internet como um todo aumenta o volume de distração que os leva à procrastinação. Muitos estão incomodados com o comercialismo galopante que suplantou algo que foi concebido para facilitar a transferência de informações úteis e promover o crescimento do conhecimento.

Grande parte está simplesmente cansada ​​de ser rastreada e espionada. Milhões desses usuários querem recuperar a capacidade de falar livremente, algo que foi tirado deles por políticas corporativas e governamentais que limitam os tipos de conteúdo que podem ser postados nas redes sociais.

Não acho, porém, que o desencanto dos usuários com grande parte da Internet seja uma nova tendência, nem vejo uma migração em massa ocorrendo tão cedo. Mas, dados os aspectos cada vez mais desagradáveis ​​da mídia social convencional, acredito que o desencanto é agora particularmente pronunciado.

À medida que a Internet comum se torna mais centralizada, a emergência de redes alternativas atraindo consistentemente mais usuários tem o efeito oposto. Dessa forma, a Internet está se tornando mais centralizada em uma dimensão e mais distribuída em outra – ao mesmo tempo. Isso oferece oportunidades para aqueles que estão cientes desse fenômeno e desejam aproveitá-lo. Ao mesmo tempo, aqueles que estão alheios ficam cada vez mais encurralados nos jardins murados franqueados pelo Facebook, Google e outras corporações gigantes.

Talvez isso seja a evolução inevitável de uma tecnologia como a Internet, que oferece uma interface ilimitada, possibilitada por um número astronômico de protocolos de comunicação e endereços de rede. Talvez a Internet tenha se tornado a ‘fronteira final’ que há 60 anos pensávamos que o espaço seria.

Um tipo diferente de site

Na década de 1970, os varejistas americanos descobriram que adolescentes indisciplinados podiam ser expulsos de suas lojas sem alienar os clientes adultos. O método que eles usaram foi tocar música clássica e ‘muzak‘. Adolescentes rebeldes naturalmente achavam que a música clássica era “música de gente velha” e mostravam sua desaprovação abandonando os estabelecimentos que a tocavam – para a alegria dos proprietários. Outra prática era colocar iluminação rosa suave, especialmente em banheiros. Supostamente, isso tornava a acne dos adolescentes mais pronunciada, fazendo com que eles se sentissem desconfortáveis ​​e com vontade de ir embora.

Gigantes da mídia social como Facebook, YouTube, TikTok e Pinterest sabem que – como mariposas pela chama – a grande maioria dos usuários da Internet é atraída por sites chamativos, repletos de imagens, animações e vídeos de qualidade variada [e, o melhor de tudo, grátis]. Exatamente por esse motivo, alguns geeks descontentes criaram blogs e sites não comerciais que não possuem nenhuma dessas miçangas e espelhos. Eles querem que seus sites sejam menos atraentes para os usuários mais extrovertidos, menos intelectuais, como também para os assediadores de qualquer um que exiba o menor vestígio de individualidade ou pensamento original [trolls]. Muitos dos que criaram sites em redes alternativas também querem evitar a invasão de empreendimentos comerciais que acabem por atrair esses usuários ‘indesejáveis’. Outros criadores querem apenas sites simples e eficientes. Esses não estão tão preocupados com quem os frequenta.

Usuários avançados e mais tecnologicamente capazes estão preferindo redes descentralizadas e distribuídas (diagramas ao centro e à direita) para sua presença na Internet. Essas redes propiciam maior controle e privacidade, uma vez que a comunicação entre os nós (membros) não precisa passar por um centro. As redes sociais como Facebook e Instagram adotam uma topologia rigidamente centralizada, onde todas as interações passam pelo servidor central (à esquerda).

Aqueles que optam por filtrar os indesejáveis ​​geralmente seguem uma ou mais das abordagens citadas acima. Alguns criam sites baseados apenas em texto, para afugentar aqueles usuários que são facilmente atraídos pelo brilho fútil. Alguns desses administradores de site consideram um certo nível de dificuldade na interface gráfica como algo desejável. Eles querem que os “normies” com déficit de atenção nem sequer tentem aprender a usar seus sites. A atitude extrema que esses criadores adotam é isolar-se da multidão convencional, mudando para redes alternativas que só podem ser acessadas por meio de software esotérico, como o TOR.

Pessoalmente, dada a dificuldade de atrair usuários para qualquer novo site ou rede, não vejo necessidade de desencorajar ativamente os recém-chegados. Aqui ninguém é considerado menos desejável a priori. Acredito que fornecer uma plataforma que incentive a liberdade de expressão é mais importante do que se proteger de alguém que possa discordar ou ser rude.

Por outro lado, não posso criticar um desenvolvedor por querer criar uma plataforma para pessoas afins. De fato, eu acho que esse problema geralmente se resolve sozinho. Posso entender o ponto de vista daqueles que temem que o site que eles construiram com carinho – e aprenderam a amar – acabe se tornando mais um paraíso para defensores do voto impresso e negacionistas da pandemia.

A linha que adotei com o Vox Leone foi apenas criar um site simples e eficiente. Todos são convidados a ler e comentar como quiserem (sempre mantendo a civilidade, please). O nosso fórum está aberto a todos. Os únicos comentários ou postagens que já removi foram aqueles que eram completamente fora do tópico ou ininteligíveis. Geralmente, escrever tão diplomaticamente quanto sou capaz (embora muitas vezes eu falhe) parece funcionar para que tenhamos aqui um ambiente civil e criativo, frequentado por pessoas inteligentes e cordatas – apesar de muitos terem opiniões divergentes das minhas. Eu não me importo com discordâncias. Comentários contrários de pessoas bem informadas geralmente são esclarecedores.

Inteligente Demais

Uma das falácias mais persistentes é a associação reflexiva de riqueza com sabedoria

Ed Borgato
Imagem: iStock

A riqueza de alguém pode ser um sinal de boas decisões, mas será que essas decisões podem ser repetidas sempre com o mesmo sucesso? E mais, será que boas decisões em um campo se traduzem em sabedoria em outras áreas da vida? Talvez sim, talvez não – é o melhor que podemos dizer. Há momentos em que possuir uma riqueza excepcional pode impedir a empatia com as pessoas comuns, tornando o insight mais precário.

Uma falácia semelhante, um pouco mais difícil de entender, é supor que pessoas inteligentes têm sempre as respostas certas.

Pode ser que realmente elas tenham. Mas a inteligência em um campo se mantém intocada em outros? Uma pessoa exímia em testes matemáticos será também um líder excepcional?

Pode ser. Nunca é tão claro

E, como a riqueza, há situações em que as pessoas se tornam inteligentes demais para o seu próprio bem; quando a inteligência se torna uma desvantagem e bloqueia boas decisões.

Algumas causas:

A capacidade mental de criar histórias complexas torna mais fácil enganar as pessoas, incluindo a sí mesmo.

Conheço pessoas com quem eu não gosto de debater sobre a questão: “quanto é 2 + 2?” porque elas invariavelmente enveredam por complexas ginásticas filosóficas que me deixam exausto ou convencido de que a resposta pode não ser quatro.

O problema é que essas pessoas podem fazer essas coisas também consigo mesmas.

Richard Feynman, habitante de um dos nichos do meu panteão, disse: “O primeiro princípio é que você nunca deve se enganar – e você é a pessoa mais fácil de enganar”. Quanto mais inteligente se é, acho que mais verdadeiro isso se torna.

Quando você é abençoado com inteligência, você é amaldiçoado com a capacidade de usá-la para inventar histórias intrincadas sobre por que as coisas acontecem – especialmente histórias que justificam um erro ou a crença de que, no final, você estará certo – em uma área em que está obviamente errado.

As grandes catástrofes em qualquer campo não são causadas por falta de inteligência. Elas são normalmente causadas por inteligência extrema, que faz com que as pessoas acreditem em suas próprias histórias perigosas – por exemplo a ilusão de que podem prever tudo com precisão – e ignorem os sinais de alerta que seriam óbvios para uma pessoa normal, menos adepta a elucubrações.

As tarefas chatas geralmente são importantes, mas as pessoas mais inteligentes são as menos interessadas nas tarefas chatas.

Noventa por cento das finanças pessoais se resume a apenas gastar menos do que você ganha, diversificar investimentos e ser paciente. Mas se você é muito inteligente, isso se torna muito chato e começa a parecer um desperdício de potencial. Você quer gastar seu tempo com os 10% das atividades financeiras que são mentalmente estimulantes.

Isso não é necessariamente ruim. Mas se o seu foco na parte emocionante das finanças começa a turvar a atenção ao 90% que é importante e entediante, o caminho para o desastre está traçado. Fundos de hedge explodem e executivos de Wall Street vão à falência fazendo coisas que uma pessoa menos inteligente jamais consideraria.

Algo semelhante acontece na medicina, um campo que atrai pessoas brilhantes que podem se tornar mais interessadas em tratamentos inovadores para doenças do que em sua enfadonha prevenção.

Há um ponto ideal em que você entende claramente as coisas importantes, mas não é inteligente o suficiente para ficar entediado com elas.

A inteligência pode dificultar a comunicação com pessoas comuns. Elas podem ter o insight que você está desesperadamente procurando. Quantos acadêmicos descobriram algo incrível, mas escreveram um artigo tão denso e complexo que ninguém conseguiu entender? E quantas pessoas comuns seriam naturalmente capazes de trazer para o mundo real a descoberta de um gênio, se apenas pudessem entender o que está escrito em seu artigo acadêmico?

A resposta tem que ser: muitas

O cientista da computação Edsger Dijkstra escreveu certa vez:

A complexidade tem uma atração mórbida. Uma palestra acadêmica que seja cristalina do início ao fim, às vezes pode deixar em alguém um certo ar de insatisfação, no limite da indignação por ter sido “enganado”. A dura verdade é que a complexidade vende melhor.

Quando a complexidade é a linguagem preferida das pessoas muito inteligentes, grandes ideias podem ser excluídas do entendimento das pessoas comuns. Parte do fascínio da era da informação é que as ideias podem ser compartilhadas entre grandes grupos de pessoas. Mas isso não se aplica aos superinteligentes – eles falam uma linguagem diferente.

Ocasionalmente aparece alguém como o já citado Richard Feynman, cuja habilidade para contar histórias é igual à sua genialidade. Mas é isso é algo muito raro. Comunicação e inteligência não são apenas habilidades separadas; elas podem até se repelir de forma que, quanto mais inteligente você se tornar, mais complexa será sua comunicação e menor será o público que você poderá persuadir.

O segredo para escapar dessa armadilha, como de tantas coisas, é respeitar o equilíbrio e a diversidade de visões.

No Collaborative Fund Blog


Com este post eu me despeço das minhas caras leitores e leitores, para dar uma pequena pausa em nosso blog. Muitas coisas acontencendo ao mesmo tempo e preciso de uns dias para colocar a) coisas em ordem e b) outras em funcionamento.

Se esta é sua primeira vez no blog, fique à vontade e explore nossos quase 100 artigos sobre Tecnologia da Informação et al. Use a ferramenta de procura do site e os nossos arquivos. Todo o conteúdo ainda é muito atual, e grande parte continua exclusiva de nosso site.

O segundo semestre será muito estimulante, com a perspectiva de uma certa normalização da vida [embora nada esteja garantido, como sempre], e início de novos projetos. Não faltará assunto no blog. Vou continuar trabalhando, e se algo extraordinário acontecer eu entro na linha. Muita paz e saúde a todos. Take Care! Até Agosto! :)

Eraldo Bernardo “Bravo” Marques

Uber Drivers

Hoje não é Sexta de Leão. O post das sextas procura trazer informações interessantes e novidadeiras [e até profundas], com uma pegada casual e um olhar original, mas sempre com um fundo leve de chiste. Meu estado de espírito nesta semana não me permite chistes. Além da solidão do distanciamento social [que já não mais suporto] e do cansaço geral da pandemia, estou tentando entender o que as estatísticas do site estão a me dizer. Embora eu seja honrado pela atenção dos novos amigos e colegas que fiz na grande rede WordPress, vejo que as pessoas do meu entorno e os [sedizentes] amigos não visitam meu site. Como posso conquistar o mundo se não consigo conquistar minha roda de bar ou a grande família?

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Eu costumo apoiar entusiasticamente os projetos dos amigos, mas não estou sendo reciprocado. Será que meu conteúdo, produzido com muito esforço, não está a contento? Será que não acreditam em mim e na minha capacidade? Por que não me dão feedback? Será que pensam que este é um projeto de vaidade? Será que não sabem que este site é um componente importante da estrutura de meu ganha-pão? Será que os ofendi de alguma forma? Ou, pior: será que também tiveram o cérebro sequestrado pelas infames redes sociais e se tornaram completamente incapazes de um pouco de concentração para entender textos como os que escrevo?

Confesso que talvez eu não seja bom para interagir em redes [minhas contas no FB e Twitter estão inativas há anos], apesar de administrar dezenas delas [construídas por mim]. Se isso é verdade, temo pelo meu futuro, na crescente e inexorável economia de rede. A reação [ou falta de] dos amigos ao meu trabalho pode ser um sinal precoce da minha obsolescência. Luto para me manter à tona e não ser varrido do mapa pelos ventos da mudança. Tangido pela exasperação, é sobre isso que decidi falar hoje.

Se você está dirigindo para o Uber ou trabalhando no iFood, seu pensamento, alguns anos atrás, seria: viva a gig economy, viva a liberdade, viva a flexibilidade! Isso tudo é muito bom. Acredito que deva existir muita coisa boa nessas novas empresas. Mas por outro lado, o lado humano, nesse ambiente você só tem chance de progredir aritmeticamente, como um operário de fábrica na Inglaterra da década de 1850. Você tem tempo flexível, mas sem propriedade, sem benefícios, sem aprendizagem, sem comunidade, sem potencial de crescimento geométrico e sempre sujeito às mudanças que eles fazem no centro da rede, aos ajustes que fazem no algoritmo e nas regras do jogo .

Se você ficar temporariamente incapacitado, em tratamento médico, ou atendendo sua família em algum percalço, a rede não precisa de você – o elemento na periferia do sistema. Você será imediatamente substituído por outro par de mãos. Você trabalha avulso, pela remuneração mínima, não construindo nada além de sua classificação no sistema deles, sem acumular vantagens, não importa o quanto você trabalhe. Seu milésimo dia no trabalho será igual ao primeiro.

Há um conjunto de empregos que tradicionalmente sempre foram província da classe média, como arquitetura ou medicina, mas esses empregos serão cada vez mais desviados para a rede, e o licitante mais barato e mais rápido obterá o contrato – por uma remuneração bem menor do que as pessoas costumavam ganhar pelo mesmo serviço na velha economia. Isso é a hiperglobalização. É a multiplicação por dez do que vimos na década de 1980, quando os EUA perderam a liderança na competição global em várias indústrias importantes da época, como aço e automóveis, e o ‘rust belt’ se formou.

As empresas centrais da economia em rede têm um impacto ainda maior sobre os consumidores [talvez nem mesmo este termo se aplique mais] do que tinham os gigantes de escala do passado, como a Standard Oil e a GM. Isso porque, nos tempos da economia de escala, você podia optar por um produto alternativo, caso não gostasse do produto oferecido.

Mas agora, não temos muita opção fora da rede. Estamos cativos. Não éramos cativos da GM, mas estou cativo, por exemplo, do Google e do Whatsapp [minha fonte particular de desgosto], porque é onde estão todas as pessoas importantes na minha área, meus clientes e potenciais clientes. Eu não posso escapar dessa situação. Estamos presos ao LinkedIn porque é assim que somos vistos pelos empregadores e parceiros com os quais interagimos. E não podemos simplesmente cancelá-los como faríamos tranquilamente com a GM.

Também ao contrário dos funcionários da GM, os motoristas do Uber precisam interagir com a rede do Uber em tempo real. Com a Ford, usei seus produtos por mais de 20 anos. Eles não tinham como me vigiar. Detroit não tinha acesso fácil ao meu nome e perfil financeiro. Mas as novas redes digitais otimizam nosso perfil de custo / benefício minuto a minuto. Eles são partes constantes de nossas vidas, extraindo o que podem de cada nó da rede. Eles sabem quem somos e conhecem nosso contexto familiar e econômico. É por isso que, aqui na extremidade da rede, estamos em desvantagem. A maioria dos nós da rede [si, nosotros!] são periféricos, e dançamos conforme a música dos algoritmos emanados do centro.

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Economia de rede

Eis uma mudança importante no mundo: na economia de rede, temos um novo conceito de ‘self’. Uma mudança semelhante ocorreu na revolução industrial, quando passamos do cultivo autossuficiente de nosso próprio solo para estar na linha de produção e ser parte do sistema, trabalhando 16 horas por dia em um tear. A revolução industrial causou uma mudança de consciência. Estamos agora passando por uma nova mudança radical na consciência e na percepção de qual é o nosso lugar no universo.

A economia da rede precisa de um novo contrato social

Um “contrato social” é um acordo geralmente não escrito entre uma sociedade e suas partes componentes, para cooperar em benefício mútuo. É um acordo implícito que a maioria de nós aceita para que possamos “ser livres e procurar a felicidade” dentro de uma comunidade. É a narrativa que anima a nacionalidade; que une uma nação ou um mundo. É o que delimita o que podemos esperar um do outro. São as regras do jogo.

Por exemplo, o contrato social entre o governo e seus cidadãos nos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial era [para os cidadãos]: formar-se no ensino médio, comprar uma casa, trabalhar 40 anos para uma empresa de grande porte [ou para o governo], se aposentar aos 64 e depois viver tranquilamente na Florida. A responsabilidade do governo era se esforçar para promulgar leis para tornar tudo isso realidade. Esse foi o contrato social original, e todas as outras histórias foram construídas em torno dessa história.

Durante o mesmo período, o contrato social entre empresas de grande porte e seus funcionários era que os funcionários devotassem 40 anos de serviço leal, em troca de estabilidade e uma aposentadoria tranquila.

É claro que essa versão antiga do contrato social já expirou há pelo menos 20 anos. Todos concordam com isso. Mas nem todos concordam sobre como devem ser os novos contratos sociais.

Aqui estão algumas ideias de coisas que serão diferentes agora que vivemos em uma economia em rede. Não é a melhor das utopias, e, talvez, de fato se transforme em uma distopia. Mas estamos aqui a registrar os fatos e não para expressar desejos.

O Novo Contrato da Sociedade com seus Cidadãos

  1. Você renunciará à sua privacidade.

O cidadão abrirá mão da privacidade para que o sistema o reconheça e possa otimizar seus resultados pessoais. É uma barganha [ao meu ver faustiana].

Aqueles que se chocam com a perspectiva de qualquer redução de privacidade [como eu], precisam aceitar que isso já aconteceu e que, quando lhe é dada a oportunidade de compartilhar seus dados para obter benefícios [ainda que mínimos], a grande massa das pessoas alegremente se rende às miçangas e espelhos.

Em troca, a sociedade [talvez] concordará que:

  1. Você terá um emprego (se tiver disposição e capacidade).

No passado, a tragédia era que mesmo os muito dispostos e capazes frequentemente não conseguiam um emprego. Com o advento da internet, se você quiser e puder, agora pode oferecer seu trabalho com custos mínimos: Dirigir Ubers, construir sites, entregar comida, se exibir sexualmente diante de uma câmera, etc. Se você quer mesmo um emprego, pode conseguir seu “emprego” [aspas duplas] na internet.

Infelizmente, a parte difícil desse cenário são as pessoas emocionalmente “divergentes” e introvertidas, mesmo sendo dispostas. Algumas dessas pessoas [de novo, eu] não são emocionalmente ou intelectualmente capazes de lidar com redes. Elas são ansiosas ou deprimidas demais para atuar em um nível alto o suficiente para serem membros valiosos da rede. Alguns são fisicamente incapazes devido a doenças genéticas ou acidentes.

Paralelamente, a transparência e a velocidade da tecnologia de rede tornarão mais difícil a competição no mercado de trabalho. As exigências aumentarão para o quão emocionalmente estável e inteligente você precisa ser para competir. Todos estarão ao sabor da lei de potência [lei de potência: os melhores se dão cada vez melhor e os piores cada vez pior].

As novas tecnologias vão deixar para trás as pessoas sem preparo emocional, automotivação ou inteligência. As mudanças vão privilegiar as pessoas mais extrovertidas e energéticas.

Isso parece assustador; um motivo para um levante social. Então, o que podemos fazer?

O melhor caminho a seguir parece ser “usar soluções da rede para resolver os problemas da rede” – construir sistemas para melhorar as pessoas e mantê-las relevantes para a rede. Mais treinamento, mais apoio, mais empregos de nicho, mais conexão através da rede.

  1. Você terá acesso a treinamento.

Muitos já o fazem. Você pode se auto educar como nunca antes, graças a uma quase infinidade de conteúdo na internet. E há os cursos online. Além disso, IAs de treinamento e conteúdo estarão em toda parte. Muitas interfaces de trabalho já estão se tornando “gameficadas”, capazes de fornecer feedback constante à medida que você aprende um novo trabalho.

  1. Você terá liberdade para escolher seu trabalho e como usará seu tempo.

Já estamos vendo milhões de pessoas escolherem a liberdade do horário flexível em vez de outros benefícios tradicionais, como férias [gasp!].

  1. O governo não impedirá o crescimento da rede.

Os governos são estruturas de pensamento hierárquico. Eles são os dinossauros em extinção e as redes correspondem aos primeiros mamíferos. As redes vão reduzir o poder do estado-nação. Por outro lado, as afiliações e conexões internacionais vão aumentar.

O novo contrato social deve evitar prender as pessoas com muita força. Os cidadãos vão abraçar a economia de rede e tenderão a não se apegar à economia de escala do mundo industrial. Já que as pessoas vão agir assim, os governos vão se adaptar de forma correspondente. A economia de escala não vai desaparecer, mas vai se tornar uma parte menor da vida e da economia, como aconteceu com a agricultura na era industrial.

  1. Você terá a mobilidade como norma de vida.

Morar em uma casa com um gramado aparado e cercas branquíssimas já não é o único sonho americano possível.

Se a história nos diz alguma coisa, os próximos SnapChat, Airbnb e Uber serão criados nos próximos vinte e quatro meses. Embora a próxima startup de um bilhão de dólares [a brasileira Aucky 😉] ainda não tenha adquirido um formato reconhecível, é certo que todas elas funcionarão baseadas no efeito de rede. Se no fim das contas isso vai ser positivo para você ou para mim, deixo como exercício mental [como dizia Einstein, um gedänkenexperiment] para o fim de semana.

Fonte: https://www.nfx.com/post/network-economy/

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Deixo também uma saudação aos amigos que nunca a lerão. E meu agradecimento pelo apoio nunca recebido.

(*)Tentei seguir teu conselho e escrever humanamente, @Tati. Acho que exagerei.