Todo analista deveria fazer uma temporada em consultoria

Por Forrest Brazeal

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Não estou falando sobre me tornar um daqueles terceirizados que são chamados de “consultores” por suas empresas, mas que na realidade são apenas “contratados em série”. Refiro-me a uma verdadeira função de consultor, onde você seja pago para trazer experiência, dar conselhos e promover mudanças técnicas.

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Penso que existem várias maneiras diferentes de conseguir uma função como essa:

  • Abrir o próprio negócio, como consultor independente. Mas administrar seu próprio negócio envolve um conjunto de outras habilidades, como vendas e networking. Este post é focado principalmente em como a consultoria ajuda você a se tornar um melhor engenheiro de software, então não vou me fixar por muito tempo nesta opção.
  • Trabalhar para uma empresa de consultoria em uma função sênior. Dependendo do sua experiência específica, você pode achar mais fácil atingir esse objetivo em uma empresa gigante como a Deloitte ou Accenture, uma ‘boutique’ de especialistas como a Trek10, ou em algum lugar nesse espectro. Em qualquer caso, a opção “consultor de equipe” dá a você a experiência de consultoria em engenharia, mas elimina o desafio de gerenciar seu próprio esquema de vendas.
  • Trabalhar para uma empresa de tecnologia em uma função técnica voltada para o cliente: digamos, como engenheiro de pós-vendas ou arquiteto de soluções. Essa opção pode oferecer mais continuidade nos bastidores do que as outras duas, mas usa, fundamentalmente, o mesmo conjunto de habilidades.

Seja qual for a sua escolha, acredito que todo analista deve passar uma parte de sua carreira fazendo uma dessas três coisas. Trabalhar como consultor desbloqueia os ganhos de carreira que seriam difíceis, senão impossíveis, de obter como analista interno ou líder de engenharia.

Os Superpoderes do Consultor

  • Uma visão panorâmica da indústria

Depois de trabalhar com alguns clientes, você vai perceber que a maioria deles não é tão única e especial quanto eles pensam que são. Eles estão enfrentando um certo desconforto organizacional e tentando resgatar a sua dívida técnica, como todos os outros também estão. Você rapidamente começará a se tornar um “combinador de padrões” profissional, aplicando coisas que funcionaram na empresa X ao problema que você vê na empresa Y. É nesse caldo de cultura que nascem as “melhores práticas” em tecnologia.

Alguém já se referiu a esse processo de melhores práticas emergentes da consultoria como “lavagem de pensamento”, o que parece horrível, mas pode ser algo muito interessante. Com o tempo, você tem a oportunidade de construir um manual para o sucesso em sua disciplina que vai funcionar em 80% dos casos. A maioria das pessoas provavelmente não vai acreditar totalmente em suas ideias, mas você saberá que elas funcionam e exatamente o que está fazendo. Ninguém poderá tirar isso de você.

  • Trabalhar em projetos de alto impacto

Você não traz um consultor para dentro da sua empresa para ajudá-lo a manter as coisas como estão. Você o traz para ajudá-lo a impulsionar a mudança. Como consultor, seu trabalho não será manter um antigo servidor ActiveDirectory. Você terá que descobrir como migrar 2.000 pessoas para o Google Cloud.

Um bom trabalho de consultoria é um fluxo constante dos projetos mais interessantes do mercado, uma miscelânea de maneiras saborosas de aprimorar suas habilidades.

  • Realmente fazendo as coisas

Conheço o estereótipo de que consultores são charlatães que deixam as coisas em uma bagunça pior do que a que encontraram. Por outro lado, isso descreve muitas pessoas que trabalham internamente em qualquer empresa.

A diferença é que os consultores são contratados especificamente porque não têm lealdade a ninguém além do executivo que os contratou. Eles têm o poder de pular a política e apenas apontar o que precisa ser feito, mesmo que seja óbvio. Especialmente se for óbvio. Acontece que muitas das mudanças que as empresas precisam fazer – sejam técnicas ou de negócios – não exigem obscuros momentos eureka ou meses de descoberta. As pessoas inteligentes dentro da empresa provavelmente já estão cientes dos elefantes nas salas. O problema é que eles estão muito emaranhados na burocracia e nos processos falidos e não têm uma visão clara de para onde ir.

Se você tiver a oportunidade de trabalhar com uma consultoria que envolva o nível executivo, vai descobrir que consegue fazer mais em poucas semanas do que seus colegas internos poderiam fazer por conta da política da empresa.

  • Empatia com as necessidades do cliente

Quando você faz consultoria, não há filtros entre você e a eficácia de seu trabalho. Consultores que não cumprem o prometido não duram muito. Assim, você fica ‘expert’ em ouvir, documentar e mostrar o valor do seu trabalho. Você aprende a resolver problemas reais, não imaginários – porque é para isso que você é pago agora.

  • Melhoria do “tempo médio para competência” em novas habilidades

Você não está recebendo honorários de consultoria para aprender no trabalho; seu tempo de adaptação para qualquer nova tecnologia que você encontrar será extremamente rápido. Aprender como aprender se torna uma ferramenta mais importante do que qualquer linguagem ou estrutura. Com o tempo, isso significa que você se surpreenderá com a rapidez com que assimilará novas informações.

Eu disse uma temporada, não necessariamente uma carreira inteira

A consultoria tem desvantagens e elas se multiplicam quanto mais você permanece no campo. Mesmo assumindo a situação ideal, com uma equipe honesta e clientes legais, você começará a lidar com coisas como:

  • A rotatividade constante de projetos é fatigante

Quer dizer, novos projetos são empolgantes, mas em algum momento você simplesmente começa a querer trabalhar em algo familiar para variar um pouco.

  • Sem pele no jogo

Como consultor você será avaliado em um curto horizonte de tempo. Você entregará seus resultados, será pago e seguirá para o próximo show. Isso limita o escopo dos projetos de mudança com os quais você pode se envolver de forma significativa. Também o separa dos resultados comerciais de longo prazo de seu trabalho. A menos que você tenha relacionamentos excepcionalmente épicos com seus clientes, um dia você pode querer ser mais jogador do que treinador.

  • Ser um “especialista” profissional é perigoso para o seu crescimento

Policiais, políticos e consultores têm esta maldição em comum: eles são profissionalmente incentivados a evitar admitir que podem estar errados.

Quando você entra para trabalhar na estrutura digital de um cliente, não está lá para aprender, bagunçar, cometer erros e tentar novamente. Você está lá para saber mais do que o cliente, acertar na primeira vez e fazer o diretor parecer inteligente ao contratá-lo.

Sempre achei esse arranjo estressante e não particularmente honesto. Sou uma pessoa disciplinada, com formação e experiência; um cara que lê a documentação. Contudo, não gosto de ter que projetar um ar de competência que nem sempre sinto. Principalmente porque tenho medo de acabar me convencendo de que realmente sou um especialista e acabar me acomodando para sempre no ponto mais baixo da curva Dunning-Kruger.

Então, por que dar consultoria?

Para resumir tudo isso de forma simples: embora a consultoria seja estressante e tenha incentivos estranhos, também é um atalho para se tornar sênior muito rapidamente. É como comprimir dez anos de experiência em um quarto do tempo. Você vai começar a pensar sobre tecnologia em um contexto de negócios. Você vai construir sua rede. E quando você voltar para casa, você será o engenheiro viajado que todos procurarão para obter informações.

Tradução: Bravo Marques

Inteligente Demais

Uma das falácias mais persistentes é a associação reflexiva de riqueza com sabedoria

Ed Borgato
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A riqueza de alguém pode ser um sinal de boas decisões, mas será que essas decisões podem ser repetidas sempre com o mesmo sucesso? E mais, será que boas decisões em um campo se traduzem em sabedoria em outras áreas da vida? Talvez sim, talvez não – é o melhor que podemos dizer. Há momentos em que possuir uma riqueza excepcional pode impedir a empatia com as pessoas comuns, tornando o insight mais precário.

Uma falácia semelhante, um pouco mais difícil de entender, é supor que pessoas inteligentes têm sempre as respostas certas.

Pode ser que realmente elas tenham. Mas a inteligência em um campo se mantém intocada em outros? Uma pessoa exímia em testes matemáticos será também um líder excepcional?

Pode ser. Nunca é tão claro

E, como a riqueza, há situações em que as pessoas se tornam inteligentes demais para o seu próprio bem; quando a inteligência se torna uma desvantagem e bloqueia boas decisões.

Algumas causas:

A capacidade mental de criar histórias complexas torna mais fácil enganar as pessoas, incluindo a sí mesmo.

Conheço pessoas com quem eu não gosto de debater sobre a questão: “quanto é 2 + 2?” porque elas invariavelmente enveredam por complexas ginásticas filosóficas que me deixam exausto ou convencido de que a resposta pode não ser quatro.

O problema é que essas pessoas podem fazer essas coisas também consigo mesmas.

Richard Feynman, habitante de um dos nichos do meu panteão, disse: “O primeiro princípio é que você nunca deve se enganar – e você é a pessoa mais fácil de enganar”. Quanto mais inteligente se é, acho que mais verdadeiro isso se torna.

Quando você é abençoado com inteligência, você é amaldiçoado com a capacidade de usá-la para inventar histórias intrincadas sobre por que as coisas acontecem – especialmente histórias que justificam um erro ou a crença de que, no final, você estará certo – em uma área em que está obviamente errado.

As grandes catástrofes em qualquer campo não são causadas por falta de inteligência. Elas são normalmente causadas por inteligência extrema, que faz com que as pessoas acreditem em suas próprias histórias perigosas – por exemplo a ilusão de que podem prever tudo com precisão – e ignorem os sinais de alerta que seriam óbvios para uma pessoa normal, menos adepta a elucubrações.

As tarefas chatas geralmente são importantes, mas as pessoas mais inteligentes são as menos interessadas nas tarefas chatas.

Noventa por cento das finanças pessoais se resume a apenas gastar menos do que você ganha, diversificar investimentos e ser paciente. Mas se você é muito inteligente, isso se torna muito chato e começa a parecer um desperdício de potencial. Você quer gastar seu tempo com os 10% das atividades financeiras que são mentalmente estimulantes.

Isso não é necessariamente ruim. Mas se o seu foco na parte emocionante das finanças começa a turvar a atenção ao 90% que é importante e entediante, o caminho para o desastre está traçado. Fundos de hedge explodem e executivos de Wall Street vão à falência fazendo coisas que uma pessoa menos inteligente jamais consideraria.

Algo semelhante acontece na medicina, um campo que atrai pessoas brilhantes que podem se tornar mais interessadas em tratamentos inovadores para doenças do que em sua enfadonha prevenção.

Há um ponto ideal em que você entende claramente as coisas importantes, mas não é inteligente o suficiente para ficar entediado com elas.

A inteligência pode dificultar a comunicação com pessoas comuns. Elas podem ter o insight que você está desesperadamente procurando. Quantos acadêmicos descobriram algo incrível, mas escreveram um artigo tão denso e complexo que ninguém conseguiu entender? E quantas pessoas comuns seriam naturalmente capazes de trazer para o mundo real a descoberta de um gênio, se apenas pudessem entender o que está escrito em seu artigo acadêmico?

A resposta tem que ser: muitas

O cientista da computação Edsger Dijkstra escreveu certa vez:

A complexidade tem uma atração mórbida. Uma palestra acadêmica que seja cristalina do início ao fim, às vezes pode deixar em alguém um certo ar de insatisfação, no limite da indignação por ter sido “enganado”. A dura verdade é que a complexidade vende melhor.

Quando a complexidade é a linguagem preferida das pessoas muito inteligentes, grandes ideias podem ser excluídas do entendimento das pessoas comuns. Parte do fascínio da era da informação é que as ideias podem ser compartilhadas entre grandes grupos de pessoas. Mas isso não se aplica aos superinteligentes – eles falam uma linguagem diferente.

Ocasionalmente aparece alguém como o já citado Richard Feynman, cuja habilidade para contar histórias é igual à sua genialidade. Mas é isso é algo muito raro. Comunicação e inteligência não são apenas habilidades separadas; elas podem até se repelir de forma que, quanto mais inteligente você se tornar, mais complexa será sua comunicação e menor será o público que você poderá persuadir.

O segredo para escapar dessa armadilha, como de tantas coisas, é respeitar o equilíbrio e a diversidade de visões.

No Collaborative Fund Blog


Com este post eu me despeço das minhas caras leitores e leitores, para dar uma pequena pausa em nosso blog. Muitas coisas acontencendo ao mesmo tempo e preciso de uns dias para colocar a) coisas em ordem e b) outras em funcionamento.

Se esta é sua primeira vez no blog, fique à vontade e explore nossos quase 100 artigos sobre Tecnologia da Informação et al. Use a ferramenta de procura do site e os nossos arquivos. Todo o conteúdo ainda é muito atual, e grande parte continua exclusiva de nosso site.

O segundo semestre será muito estimulante, com a perspectiva de uma certa normalização da vida [embora nada esteja garantido, como sempre], e início de novos projetos. Não faltará assunto no blog. Vou continuar trabalhando, e se algo extraordinário acontecer eu entro na linha. Muita paz e saúde a todos. Take Care! Até Agosto! 🙂

Eraldo Bernardo “Bravo” Marques

Ninguém Lê Este Blog

A ‘Voz do Leão’ (o rugido) neste momento está soando mais como um murmúrio famélico no deserto. O que é uma pena, pois um esforço absurdo é investido em sua pesquisa e edição. A salvação do projeto, e o que nos estimula a continuar, é o seleto grupo de amigos(as), e os co-irmãos e irmãs bloguistas que nos seguem com sua amável presença, atenção e inteligência. Fico a pensar sobre se posso estar lavorando em erro (mas qual erro?), ou se realmente sou tão inepto neste métier (talvez seja).

Onde estão todos? – iStock

Observo no dia-a-dia que as pessoas estão com a atenção cada vez mais curta, fragmentada, e com os interesses cada vez mais rasos. A decisão de fazer um blog sobre tecnologia e ciência como este, em ‘forma longa’ e em português, pode ter sido uma decisão equivocada no Brasil do analfabetismo funcional, em pleno ‘anno terribilis’ de 2021.

Então lembrei-me que ainda há Portugal, e sua inteligência, que volta e meia estou a celebrar; a evitar o presente contínuo. E há todas as outras nações lusófonas – como Angola que vejo agora no painel de estatísticas. Deve bastar para minha satisfação pessoal e para o sucesso deste blog.

Resolvi, portanto, fazer um check-list das características que, segundo a literatura e os ‘pundits’, tornam um blog bem sucedido, e tentar medir o quanto este blog está em ‘compliance’ com essas características. E quais seriam elas? Minhas leituras e minha experiência sugerem que sete itens-chave devem ser checados por bloggers que, como eu, acham que “fazem tudo certo” e mesmo assim são um completo fracasso.

É interessante notar neste ponto que criar conteúdo top notch não é suficiente. O blog continua não sendo notado. É aí que as coisas começam a ficar realmente frustrantes para pessoas como eu – você faz todas as coisas certas no que diz respeito à produção de conteúdo, mas ainda assim nada acontece.

Deprimente.

Então, o que podemos fazer quanto a isso?

Se ninguém estiver lendo nosso blog com conteúdo tão sensacional, pode haver apenas duas explicações:

1) Uma aliança entre os Illuminati, os Elders de Sião e a Opus Dei já designou os vencedores da vida e da Internet, e está conspirando contra nós, reles não-designados, para nos manter no opóbrio eterno.

2) Existem no blog algumas falhas de implementação que nós não consideramos.

A começar pelo item 2, o único que podemos explorar, aqui estão alguns elementos que não são necessariamente relacionados a uma boa escrita, mas que nos ajudarão a fazer a leitura [trocadilho intencional] do problema. Vou alternar entre pronomes, por que esse é um problema meu, teu, nosso.

Verificar a velocidade de carregamento

O principal motivo de eu clicar no botão Voltar é quando um site não carrega rápido o suficiente. As estatísticas sempre parecem diferentes, mas o número geralmente aceito é que você perderá 20% dos visitantes para cada segundo que seu site leva para carregar acima de 1,5 segundos.

Boa prática: para um blog rápido é preciso servidor rápido e poucos objetos a serem carregados na página. Use imagens já formatadas no tamanho definitivo. Não redimensione imagens dinamicamente no navegador.

Envolver pessoas nas imagens do blog

Fotos costumam ser a primeira coisa que alguém nota em um blog. Os humanos evoluíram para reconhecer rostos e isso também se aplica às nossas vidas online. Isso significa que é preciso tratar com muito cuidado as imagens usadas no blog e certificar-se de que todas sejam profissionais e de boa qualidade. Faça pouco uso clip-art ou fotos de bancos de imagens baratos.

Boa prática: tirar suas próprias fotos geralmente é a melhor opção. Nos dá a propriedade total dos direitos e é outra amostra de conteúdo original a ser indexado pelas máquinas de pesquisa. Em material de terceiros verifique o número de downloads da imagem antes de usá-la. Se foi usada em muitas instâncias, é considerada ‘conteúdo duplicado’ pelos Gugols da vida.

Um design responsivo para dispositivos móveis

Chegará um momento em que não será mais necessário continuar recomendando isso aos bloguistas. Mas, infelizmente, esse dia ainda não chegou. Muitos dos sites que visito ainda têm design não compatível com dispositivos móveis. Isso não é apenas ruim para a experiência do usuário; agora é um fator negativo de classificação para SEO. Certifique-se de que o template “se ajusta” de forma que o conteúdo fique no primeiro plano e não em menus, barras laterais e outras distrações.

Boa prática: Um blog WordPress. Existem centenas de temas responsivos gratuitos para dispositivos móveis, que são lindamente simples e relativamente fáceis de personalizar.

Link para fora, sem medo

Muitos bloguistas acreditam que criar links para outros sites fará com que o site perca o page rank. Essa crença me parece infundada. Minha experiência pessoal mostra que quanto mais você ‘linka’ a outros blogs de qualidade, mais valor você adiciona para usufruto de seus leitores. Além disso, os sites e blogs para os quais você cria um link irão notá-lo e, frequentemente, te citarão ou ajudarão a promover a postagem.

Boa prática: em uma postagem de 1.000 palavras, é preciso ter pelo menos cinco links para outros sites. Tente imaginar que você está procurando um emprego e precisa dar referências de qualidade.

O tamanho da fonte

Recentemente, atualizei a fonte aqui no Vox Leone para um tamanho maior e uma cor menos áspera. Também testei uma fonte do Google em vez de uma auto-hospedada e percebi melhorias significativas na velocidade. Todos os estudos mostram que fontes maiores são importantes quando há uma audiência mais sênior. Esse é o caso deste blog, diga-se. Haverá, por certo, muitas pessoas maduras lendo o tipo de conteúdo que eu tenho para oferecer (e muitas pessoas lendo em telefones pequenos e muitas pessoas maduras lendo em telefones pequenos!). Uma fonte grande e bem espaçada faz uma grande diferença na aparência da escrita.

Boa prática: verifique se a fonte corresponde ao estilo da sua marca. Tente usar fontes que sejam familiares às pessoas, para que pareçam menos conflitantes para os novos leitores.

Conhecer a audiência

Não importa o quão bons os artigos sejam, se eles forem apresentados e promovidos para uma audiência totalmente errada. É preciso saber o que o público deseja, quais problemas eles estão enfrentando e onde alcançá-los da melhor maneira. É também valioso saber o que seus concorrentes estão fazendo e como melhorar.

Boa prática: Ampliar o escopo de conteúdo do site, evitando especialização excessiva. Descobrir as publicações de maior sucesso nos sites dos principais concorrentes. Descubra de onde eles conseguiram seus links e compartilhamentos e tente imitá-los com um artigo ou recurso melhor ou mais interessante.

Concentrar no alcance, não na lealdade

Isso é algo que muitas pessoas consideram desagradável dizer [neste contexto isso não é tão feio quanto parece], mas é importante para os negócios. Realmente me ajudou a crescer muito nos últimos dois meses e é uma ideia que desejo que mais pessoas entendam. É preciso se apresentar para mais pessoas, não tentar fisgar seus leitores pela lealdade. Isso não é bom para nenhuma das partes. A busca da lealdade pode levar à complacência e inibir a naturalidade. No fim, pode representar um desserviço aos leitores. A lealdade saudável deve surgir naturalmente como um subproduto do alcance do conteúdo. Então, a premissa é que se o site gerar mais tráfego, de mais qualidade, consequentemente vai conquistar leitores mais leais.

Boa prática: foco na lealdade não é tão importante quanto todos pensam. Todo profissional de marketing digital precisa saber disso.

Estou muito atento a esses pontos e realmente acho, considerando o check-list acima, que este blog pode estar falhando em alguns itens. De saída já percebo que podemos estar usando o template visual errado. Eu mesmo tenho dificuldade em ler. Estamos fazendo testes visando a mudança do padrão visual. De resto, é um trabalho constante a adequação aos outros itens do check-list, que vamos continuar perseguindo.

É preciso dar a cara e espalhar a mensagem. Convencer os leitores a compartilhar o post em outros canais da web [isso é muito importante!]. Convidar blogs, comentar em outros blogs, curtir outros blogs, abordar jornais, comprar anúncios, etc. E depois experimentar diferentes formatos e até mesmo diferentes redatores. Experimentar vídeos. Experimentar podcasting. Agregar valor e resolver problemas de maneiras diferentes.

Enfim, continuar tentando. Os pundits dizem que o sucesso para um bom blog criado a partir do zero vem depois de seis meses a dois anos de trabalho constante. Paciência e afinco são, portanto, fundamentais.

Duas palavras finais

Não, não será fácil [blogar]. Em algum momento, garanto que você vai querer parar. Eu garanto que as pessoas vão tratá-lo como se você fosse louco. Eu garanto que você vai chorar até a hora de ir pra cama, se perguntando se você cometeu um erro terrível.

Mas nunca pare de acreditar em si mesmo. O mundo está cheio de pessimistas, todos ansiosos para te boicotar ao menor indício de que você pode transcender a mediocridade. Mas o maior pecado que você pode cometer é tornar-se um deles. Nosso trabalho não é se juntar a esse grupo, mas silenciá-lo, para realizar coisas tão grandes e inimagináveis que seus membros ficarão atordoados demais para falar.

(*) Algo que li na Internet

Sugestões e feedback em geral serão extremamente bem vindos.

Semana Dura no Home Office

Semana correndo em um turbilhão de compromissos. Estou finalizando um projeto acadêmico e isso tem consumido todas as minhas horas nos últimos dias. Hoje mesmo tenho duas provas à tarde, mais duas amanhã e mais uma na segunda. Essa maratona acabou tendo impacto na atividade – e na interatividade – do site. Espero que pela primeira e última vez; este site é agora parte integral da minha rotina.

Eu havia prometido para hoje meu post de agradecimento pela indicação ao “Outstanding Blogger Award” [adorei isso :)] – uma verdadeira tradição na comunidade WordPress – mas terei que adiar, pois ainda não tive como terminar as avaliações das minhas indicações. Está sendo um post muito divertido de escrever. Será prazeroso compartilhar.

Por tudo isso, então, vou precisar interromper os posts até segunda-feira (31). Semana que vem, se tudo der certo, terei um horizonte livre pela frente, e a verdadeira diversão pode então começar.

Paralelamente, preciso saber se o volume de conteúdo está adequado. O post de ontem (27) foi muito ruim, e foi instigado pela ânsia de gerar estatísticas. Essa não deve ser a motivação primeira quando se faz um blog. Ele deve ser um fruto livre da razão. Deve ser um trabalho diário, quase monástico, feito com dedicação e paciência, com os olhos do espírito nas pessoas reais que estão do outro lado. Mea culpa. Preciso acertar o tom.

Talvez eu esteja forçando demais a barra postando com uma frequência muito alta. Isso não é bom para ninguém, pois muito conteúdo de qualidade, no qual se investe muito esforço, talvez esteja sendo desperdiçado sem necessidade. Eu daria um dólar de prata para saber. Se alguém tiver sugestões, sou todo ouvidos.

Deseje-me sorte em minhas tribulações. Recomendações a todos.

O Maioral do S.E.O.

Hoje vou postar rapidamente, comentando sobre progressos interessantes que estamos fazendo. Tem sido muito gratificante essa experiência de blogging. Nos últimos três meses temos nos esforçado muito para satisfazer o compromisso de nossa missão:

  • trazer conteúdo de qualidade,
  • inédito em língua portuguesa,
  • em formato médio-longo,
  • com postagens diárias ou a cada dois dias
voxleone.com aparecendo pela primeira vez no topo de uma pesquisa

Tem sido difícil e exaustivo manter o ritmo, mas o fazemos de peito aberto. Descobri que o melhor SEO é o conteúdo que se faz. Este projeto foi desenhado muito precisamente, com marcos estabelecidos dentro do melhor estilo de desenvolvimento de software. Começamos em março como bravomarques.wordpress.com, mas já com um nome de domínio ‘custom’ escolhido. Nossa preocupação inicial era formar um bom ‘corpus’ de conteúdo, para alavancar nossa otimização futura.

No dia 13 de maio, deflagramos a fase 2 do projeto, assumindo o domínio Vox Leone. Nosso nome de domínio foi mantido em segredo até o registro, para evitar a sanha dos traficantes de nomes de domínio – um dos negócios mais nebulosos da rede, sobre o qual falaremos mais extensivamente nos próximos dias e meses.

Ao registrar o domínio passamos a monitorar diariamente sua propagação pela Internet – aprendemos coisas valiosas. Nos três primeiros dias, nenhuma resposta na pesquisa do nome “voxleone’ foi detectada. Na última segunda-feira o domínio apareceu obscuramente na quarta página do DuckDuckGo [DDG – minha máquina de pesquisa preferida]. Na quarta-feira o domínio já aparecia na terceira página e começou a ser indicado no também Google e em alguns diretórios de nome, como o da Verison.

Na tarde de ontem, tivemos a grata satisfação de ver nosso domínio orgulhosamente ocupando a primeira posição no DuckDuckGo. A essa altura já nem nos preocupamos com o Google, porque, se o domínio aparece no DDG, significa que ele também está bem ranqueado no Google. Sete dias foi o que demorou. Foi um trabalho de mestre na área de SEO [fazemos isso profissionalmente – espalhe por aí!]. Para conseguir esse resultado a partir do Zero, geralmente leva de dois a três meses. Portanto, missão cumprida até agora.

Claro que nada isso seria possível sem o apoio de meus novos colegas [e, porque não, amigos] aqui na comunidade WordPress [aos quais estendo meus agradecimentos] seguindo e compartilhando meus conteúdos. Como eu já disse ontem para a Tati do Blog das Tatianices, minha meta é contribuir para o renascimento dos blogs, a partir da constatação de que as redes sociais estão atingindo seu ponto de fadiga. Com a reabilitação dos feeds RSS [atenção bloguistas!], anunciado no início desta semana pelo Google, os blogs terão uma segunda e preciosa chance na ordem digital das coisas.

Novas plataformas têm surgido com base nessa mesma constatação, como o meteórico Substack [gentileza procurar em sua máquina preferida – recomendo o DDG]. Por esse motivo, renovo minhas dicas [quem sou eu para dar dicas?] aos colegas bloguistas [gosto mais assim], para que mantenham o bom trabalho. Os conteúdos de qualidade serão recompensados no final.

Falante rebelde de português que fui, agora eu sei quanto conteúdo bom está disponível nos blogs em português, uma língua que não tem aproveitado seu potencial de expansão na rede, e que eu julgava completamente inadequada à modernidade digital. Posso ter me enganado, como acontece com todo julgamento de quem não é Juiz profissional. Pretendo reabilitar [ou talvez apenas habilitar] o blogging em português, com uma ajudazinha das minhas amigas e dos meus amigos aqui do WordPress.

Saúde e Paz. Cuidem-se.

Não é Um Bom Dia para os Resistentes à Mudança

Tenho o prazer de anunciar que, devido ao nosso notável sucesso nos últimos dois meses (ok, sempre otimista), estamos mudando!

Começamos em março com o propósito firme de postar todos os dias [ou pelos menos a cada dois dias] assuntos de interesse para a ciência e tecnologia (e alguma arte) em geral. Estamos nos esforçando para conseguir.

A partir de hoje vamos mudar o nome e o domínio de nosso site, que agora passa a se chamar Vox Leone [refletindo o nome de nosso escritório de desenvolvimento/consultoria], no domínio voxleone.com. Bravo Marques, este que vos escreve, passa a ser o editor, principal colaborador, além de administrador e Senhor Supremo. Outros autores estão sendo convidados, e espero estar construindo um espaço digno deles. Estendo também o convite aos queridos bloguistas que me seguem [no que são retribuídos] no WordPress.

Com o blog já encaminhado, aos poucos iremos introduzir novos conteúdos e seções. No final do processo, espero ter toda minha estrutura de front-end, com meu público e meus clientes neste espaço.

Obrigado aos meus/minhas amigos/amigas e clientes, sempre no apoio, aos prezados WordPressers, que acolheram meus escritos na primeira hora, e a todos que me honram com sua atenção.

Envio meus melhores pensamentos a todos, e lhes desejo saúde e paz. Nossa jornada está apenas começando.

* * *

E como já sextou, beberei a isto hoje! Oh, Yeah. 🙂

Como este site é feito

Sou da convicção de que o modo mais interessante para interação, exposição de ideias e presença social na Internet, é o formato Blog. Os blogs fomentam discussão em uma dimensão superior, sem a intervenção de “gate keepers”. Não quero que o sr. Zuckerberg policie meus assuntos. Essa é a razão pela qual as redes sociais hoje representam mínima fração de minhas interações sociais.

Sendo assim, escolhi a plataforma WordPress para esta empreitada. O Bravo Marques está hospedado nos servidores WordPress (CloudFlare) e tenho acesso ao sistema através de um painel de controle. No passado fiz muito uso da plataforma Joomla!, hospedada em meus servidores próprios, para administração de conteúdo. Contudo, quando se opta por auto-hospedagem a configuração do site é bem mais trabalhosa, e nem sempre satisfatória. Desta vez, apenas fiz uma conta no WordPress e os deixo administrar os problemas inerentes a um servidor. Isso me libera para tarefas mais ricas e importantes.

Há muitas razões pelas quais o WordPress constitui uma boa escolha para um blog, mas vou listar apenas quatro razões importantes (e, talvez, surpreendentes):

  1. Facilidade de uso

É bem simples. Uma das principais razões para considerar um Sistema de Administração de Conteúdo WordPress é que ele é fácil de atualizar. Isso o torna uma opção de custos mínimos. Esse tipo de abordagem economiza dinheiro, tempo ou ambos. Você pode atualizar seu site sem nenhum conhecimento de programação, e, embora ajuda profissional seja sempre bem vinda, ela não é necessáŕia para um blog WordPress.

  1. Muitos plugins para cada tarefa a executar

Há muitos plugins para qualquer tipo configuração que você queira. Alguns são pagos e outros são open source. Você pode otimizar seus dados, você pode tornar seu site mais rápido, você pode incorporar formulários nas páginas, e incorporar vários idiomas.

  1. Toneladas de suporte e segurança

É uma comunidade de apoio mundial. O WordPress já existe há muitos anos e, devido à sua popularidade, tem uma enorme massa de seguidores e comunidades de apoio ao desenvolvedor.

  1. É ótimo para SEO (Search Engine Optimization)

O WordPress é construído para pessoas e motores de busca. A codificação e a marcação usada seguem as melhores práticas e, portanto, são atraentes e apropriadas para os rastreadores dos mecanismos de pesquisa como o Google. Há também um grande número de plugins SEO que ajudam a aumentar a visibilidade do site.

Voltaremos a falar deste assunto. Agora, tome coragem e mãos à obra. Construa sua própria comunidade, independente do Facebook! Estou aqui para ajudar.