Citando o Meio Ambiente, Tesla Adia Planos para o Bitcoin

O preço do Bitcoin despencou depois que Elon Musk disse que a Tesla não aceitaria mais a criptomoeda como método de pagamento. O anúncio foi feito pelo CEO em um comunicado no Twitter na noite de quarta-feira (12/5). Musk levantou preocupações sobre o impacto climático da mineração de Bitcoin.

Musk, que esteve sob os holofotes recentemente por manipular o preço das criptomoedas por meio de tweets, citou como o raciocínio por trás da reviravolta da Tesla a enorme quantidade de energia elétrica necessária para manter o Bitcoin rodando – e os impactos ambientais decorrentes.

Grandes aglomerados de CPUs, em grandes datacenters, são usados para minar Bitcoin, através de um processo chamado ‘prova de trabalho’. A prova de trabalho é computacionalmente complexa, exigindo o cálculo de chaves criptográficas em tempo integral. A complexidade da computação tem uma relação linear com o consumo de energia: mais computação –> mais energia.

“Estamos preocupados com o rápido e crescente uso de combustíveis fósseis para mineração e transações de Bitcoin, especialmente o carvão, que tem as piores emissões de qualquer combustível”, disse o comunicado. Embora a criptomoeda seja uma “boa ideia em muitos níveis”, ela tem um “grande custo para o meio ambiente”, disse Musk.

O preço do Bitcoin caiu quase 13% após o anúncio da Tesla, de acordo com a Coin Metrics. O site de criptomoedas Coindesk mostrou que o valor em dólares do Bitcoin caiu para uma 24-hour low, pouco acima de US$ 46.000, antes de se recuperar ligeiramente para flutuar em torno de US$ 50.000.

Envolvimento Tesla-Bitcoin

A Tesla provocou uma explosão do Bitcoin em fevereiro, após anunciar que investiria cerca de US$ 1,5 bilhão na criptomoeda, com a intenção de permitir que os clientes a usassem para comprar seus carros eletricos.

O valor de mercado total da carteira de Bitcoin da Tesla no final de março era de US$ 2,48 bilhões, como mostraram os registros de títulos. Apesar da movimentação, a Tesla disse que não planeja vender suas participações em Bitcoin.

“A Tesla não venderá nenhum Bitcoin e pretendemos usá-lo para transações tão logo o processo de mineração faça a transição para um modal de energia mais sustentável”, disse o comunicado. A empresa também procura outras opções de criptomoeda, sem os impactos ambientais do Bitcoin, complementa.

Alguns observadores também se refiriram ao recente anúncio de que governos nacionais dariam início a um “enquadramento” da estrutura das criptomoedas para explicar a decisão.

Impacto no meio ambiente

Um estudo realizado em 2019 por pesquisadores da Universidade Técnica de Munique e do MIT descobriu que as emissões de CO2 para toda a rede Bitcoin chegaram a 22,9 milhões de toneladas em 2018. Nessa taxa, a curva de emissões de carbono atribuíveis ao Bitcoin se assemelha à de uma grande cidade de um país rico ou de todo um país em desenvolvimento como o Sri Lanka.

Musk tem mostrado um grande entusiasmo em popularizar o uso de carros elétricos, como os produzidos pela Tesla, atraindo motoristas para longe dos veículos com os motores de combustão interna, que respondem por uma boa parte das mudanças climáticas.

Sem Paris: Risco de Degelo Antártico Descontrolado

Como dizem por aí, e a maioria diz que a maioria diz, o mundo corre um risco crescente de desencadear um aumento acelerado e potencialmente incontrolável do nível do mar a partir do derretimento do manto de gelo da Antártica, se as emissões de gases de efeito estufa não forem rigorosamente reduzidas. No entanto, esse destino pode ser evitado se as metas do Acordo de Paris forem cumpridas, de acordo com dois novos estudos publicados nesta quarta-feira (05/05).

Plataforma de gelo se parte no Mar de Weddel, Antártica, formando um cânion de 100 m de altura e largura crescente.

Está em jogo a viabilidade de megacidades costeiras como Xangai, Manila e Nova York, bem como de nações inteiras como as Maldivas. A gravidade do aumento do nível do mar depende muito do ritmo e da extensão do derretimento das duas maiores massas de gelo do mundo: Antártica e Groenlândia.

O Acordo de Paris, alcançado em 2015 depois de muitas negociações, prevê limitar o aquecimento adicional do planeta a “bem abaixo” de 2°C e que os países se esforcem para manter o aquecimento em 2100 a não mais que 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.

Mas o globo já aqueceu cerca de 1,2°C em comparação com a era pré-industrial, e as promessas modestas dos países em Paris, até agora, nos colocam em curso para cerca de 3°C de aquecimento até 2100.

Já há evidências de que o aquecimento está desestabilizando partes da Antártica. As plataformas de gelo flutuantes que sustentam partes do manto de gelo continental da Antártica Ocidental estão se afinando à medida que a água quente do oceano se esgueira por baixo, enquanto as altas temperaturas do ar as corroem por cima. À medida que as massas de gelo terrestre perdem o apoio desse gelo oceânico, elas aceleram o fluxo do interior para o mar, como se removêssemos o calço de uma porta.

O climatologista Rob DeConto, da Universidade de Massachusetts em Amherst – autor de um dos novos estudos, bem como outros cientistas, mostraram que há também a possibilidade de que enormes penhascos de gelo, maciços e instáveis, ​​possam se formar na borda das geleiras – e entrar em colapso repentino.

Geleira derrete na Antártica. Em vermelho, o derretimento mais intenso

Os estudos, ambos publicados na revista Nature, mostram que as taxas futuras de aumento do nível do mar estão intimamente ligadas à rapidez [ou falta de] com que as emissões de gases de efeito estufa serão reduzidas no curto prazo.

Ambos os trabalhos concordam que se o aquecimento se limitar às metas de Paris – uma grande incógnita, dadas as tendências recentes de emissões – o aumento do nível do mar na Antártica continuará no mesmo ritmo de hoje até 2100.

Nessa altura, o continente terá contribuído com cerca de nove centímetros para o aumento global do nível do mar.

Contudo, se o aquecimento seguir o cenário de 3°C ou mais, a elevação do nível do mar pode começar a acelerar irreversivelmente logo em 2060, mostra o trabalho liderado pelo DeConto, e atingir 15 a 34 centímetros, em 2100.

Magnitudes muito maiores de aumento do nível do mar ocorreriam após 2100, da ordem de vários metros, se as emissões continuassem altas até o próximo século, mostra o estudo. “Esse é um tipo de mudança ambiental catastrófica, que vai alterar totalmente o mundo”, disse DeConto.

DeConto e seus colegas usaram centenas de simulações do comportamento do manto de gelo em modelos de computador, para recriar perdas de gelo e elevação do nível do mar (históricas e recentes) e fazer projeções futuras.

Realmente não estamos encontrando nos dados nenhuma maneira de desacelerar as coisas, depois que a camada de gelo começar a derreter rapidamente

Os pesquisadores descartaram as projeções inconsistentes com observações e dados históricos. Eles também incorporaram 16 anos de imagens de satélite detalhadas, para ajudar a tornar a modelagem o mais precisa possível. Nas simulações, eles limitaram os parâmetros de instabilidade dos penhascos de gelo ao que é realmente observado nas geleiras na Groenlândia. Contudo, DeConto observou que essa instabilidade continua sendo um fator – ainda desconhecido – que pode acelerar dramaticamente a perda de gelo da Antártica.

O outro estudo, liderado por Tamsin Edwards do Kings College no Reino Unido, analisou a perda de gelo terrestre em todo o mundo e descobriu que limitar o aquecimento global a 1,5°C cortaria pela metade a contribuição do gelo terrestre para o aumento do nível do mar em comparação com o ritmo atual.

O estudo conduzido por Edwards não inclui a plataforma glacial oceânica, nem as instabilidades dos penhascos de gelo – que podem aumentar drasticamente o derretimento da Antártica. Ele adverte que a perda de gelo daquele continente pode estar sendo até cinco vezes maior do que a registrada, o que aumentaria a contribuição para o aumento do nível do mar para até meio metro em 2100.

Devido em grande parte à instabilidade das plataformas de gelo e à baixa altitude das áreas do interior da Antártica ocidental, essa parte da camada de gelo constitui um dos muitos – e temidos – “pontos de inflexão” das mudanças climáticas. “Realmente não estamos encontrando nenhuma maneira de desacelerar as coisas, depois que a camada de gelo começar a derreter rapidamente”, disse DeConto.

DeConto e seus colegas descobriram que o degelo descontrolado ocorreria mesmo se tecnologias para descarbonizar a atmosfera – que ainda estão em sua infância – fossem empregadas no final deste século.

“Este estudo é um lembrete gritante de que são necessários cortes profundos e sustentados nas emissões de gases de efeito estufa”, diz a co-autora do estudo Andrea Dutton, da Universidade de Wisconsin-Madison.

Dutton observou que a taxa de aumento do nível do mar pode saltar rápida e acentuadamente, incluindo no futuro próximo entre 2050 e 2070, se as emissões permanecerem altas, anulando os esforços dos residentes das regiões costeiras para lidar com o aumento das inundações.

Conclusão: os novos estudos mostram que limitar o aquecimento global por meio de cortes de emissões agora evita efeitos dispendiosos e disruptivos no futuro.

A Epidemia Também Termina Exponencialmente (com vacinação)

Os Estados Unidos vacinaram mais da metade de seus adultos contra a Covid-19, mas ainda pode levar meses até que o país tenha vacinado um número suficiente de pessoas para colocar a imunidade coletiva ao alcance (enquanto grande parte do mundo ainda espera desesperadamente pelo acesso às vacinas).

Locais com taxas de vacinação crescentes, como os Estados Unidos, podem esperar que o número de casos caia muito nesse ínterim. E mais cedo do que se imagina. Isso ocorre porque os casos diminuem obedecendo ao princípio do decaimento exponencial.

Nota de B.M.: na realidade, curvas exponenciais são abstrações matemáticas. Não existem exponenciais de crescimento na natureza, em virtude do rápido esgotamento de recursos físicos que uma exponencial acarreta. Os fenômenos naturais obedecem a uma curva logística [crescimento >> crescimento explosivo >> platô]. A curva da China é uma curva logística não-explosiva.

Muitas pessoas aprenderam sobre crescimento exponencial nos primeiros dias da pandemia para entender como um pequeno número de casos pode rapidamente se transformar em um grande surto, à medida que as cadeias de transmissão se multiplicam. A Índia, por exemplo, que passa por uma grande crise de Covid-19, está em uma fase de crescimento exponencial.

O crescimento exponencial significa que o número de casos pode dobrar em um determinado período de tempo. O decaimento exponencial é seu oposto. Decaimento exponencial significa que os números de casos podem ser reduzidos pela metade no mesmo período de tempo.

Compreender a dinâmica exponencial torna mais fácil saber o que esperar na próxima fase da pandemia: por que as coisas vão melhorar rapidamente com o aumento das taxas de vacinação e por que é importante manter algumas precauções mesmo depois que o número de casos diminuir.

Artigo completo no The New York Times.

Aqui um vídeo em português sobre equações exponenciais.

Aqui um blog post muito bom em português sobre dinâmica populacional e COVID-19.

(*) A missão deste blog é trazer insights originais em língua portuguesa sobre Tecnologia/Ciência da Informação/Computação e ciências em geral. Contudo, diante da crise da COVID-19, sentimos que é nossa obrigação nos juntar às poucas vozes racionais e repercutir as marchas e contra-marchas da pesquisa científica desse patógeno, em oposição ao negacionismo desenfreado que toma conta de parte da opinião pública e de esferas governamentais. Conteúdos como este serão frequentes, enquanto durar esta emergência, que alguns classificam como “risco existencial” para a raça humana.

Anvisa Pode Estar Correta ao Rejeitar a Sputnik-V

Nosso blog nasceu quase dois meses atrás com a proposta de trazer insights originais em língua portuguesa sobre Tecnologia/Ciência da Informação/Computação e ciências em geral. Contudo, diante da crise da COVID-19, sentimos que é nossa obrigação nos juntar às poucas vozes racionais e repercutir as marchas e contra-marchas da pesquisa científica desse patógeno, em oposição ao negacionismo desenfreado que toma conta de parte da opinião pública e de esferas governamentais. Conteúdos como este serão frequentes, enquanto durar esta emergência, que alguns classificam como “risco existencial” para a raça humana. Trazemos neste post o ponto de vista de Derek Lowe, publicado ontem por Science Magazine

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Hoje temos duas notas sobre a vacina “Sputnik-V” do Instituto Gamaleya da Rússia. Nenhuma delas vai ser agradável de comentar.

Em primeiro lugar, muitos devem ter ouvido que as autoridades reguladoras brasileiras tiveram uma audiência ontem para ver se essa vacina poderia ser aprovada para uso lá. Os brasileiros recusaram, por vários motivos. Entre esses estão questionamentos referentes aos processos de fabricação e ao aumento de escala da produção, que, devo dizer, não foram muito bem documentados para esta vacina. Os leitores talvez se lembrem dos relatórios da Eslováquia dando conta de que as autoridades de lá obtiveram o que parecia ser formulações completamente diferentes da vacina, sendo que todas haviam sido enviadas no mesmo lote. Então, realmente há algum espaço para esclarecimentos sobre como esses processos são controlados. Mas a grande notícia é que a Anvisa, a agência farmacêutica brasileira, disse que cada lote da injeção Ad5 Gamaleya das quais que eles analisaram parece ainda ter adenovírus competente para replicação (grifo do tradutor). Vamos parar por um segundo para apreciar o que isso significa, para os leitores não técnicos. Os próximos parágrafos são de background.

As vacinas vetoriais de adenovírus (Astra-Zeneca, Oxford, Jansen, Gamaleya, CanSino) são feitas removendo a maioria das instruções de DNA do adenovírus e inserindo no lugar o DNA para produzir antígenos de coronavírus. A Oxford usa um adenovírus de chimpanzé; a Jansen tem usado a cepa de adenovirus Ad26; CanSino tem o adenovírus Ad5 e a vacina Gamaleya é uma injeção de Ad26 seguida por uma segunda injeção de Ad5.

Proteinas são “atraídas” para se conectar com as espículas do coronavirus, desabilitando-o.

Embora diferentes, todas essas vacinas carregam o DNA necessário para fazer a proteína das espículas do coronavírus (algumas delas com o DNA em seu estado nativo, outras com mutações de aminoácidos estabilizadores). E todas essas cepas tiveram as partes essenciais de seu genoma original removidas para torná-las incapazes de se replicar no corpo humano (deletar um gene chamado E1 é a maneira padrão de fazer isso).

Isso significa que, quando você é injetado com essa vacina vetorial, cada partícula viral é ativada. Ela infecta uma célula em seu corpo e a instrui a fabricar a proteína da espícula (desencadeando assim a resposta imunológica quando essa proteína estranha for detectada). Basicamente, esse é todo o processo. Um vírus selvagem real fabricaria toda uma suíte de proteínas virais, que seriam agregadas a inúmeras novas partículas de vírus. Eles seriam então liberados quando a célula finalmente se enchesse de tantos vírus e se rompesse devido à sobrecarga.

Tem sido objeto de discussão, ao longo dos anos, se a imunização com adenovirus “competente para replicação”, como descrito acima, seria uma vacina eficaz, ou se estamos bem servidos com os adenovirus “incompetentes para replicação”, que sabemos são seguros e evitam o risco de uma infecção pela vacina..

À esquerda o adenovirus ainda capaz de replicação; À direita o vírus atenuado, incapaz de se replicar.

Os adenovírus estão em toda parte. O que acontece quando você se infecta com uma variedade do tipo selvagem? Geralmente você pega infecções respiratórias – que variam de pessoa para pessoa. Com os adenovirus Ad5 e Ad26 essas infecções são geralmente leves, às vezes imperceptíveis, mas em algumas pessoas pode haver problemas sérios, o que é outro motivo para evitar dar às pessoas vírus com capacidade de replicação. A variedade Ad5 já infectou uma grande proporção de toda a raça humana ao longo dos milênios, o que é uma das razões pelas quais os pesquisadores preferem plataformas menos comuns, como o Ad26, ou se voltam para adenovírus de outras espécies de primatas (como a Oxford e a Astra-Zeneca). Acredita-se que, se você tiver anticorpos e células T já preparadas contra o vetor Ad5 (por exemplo), a absorção de sua carga vacinal será prejudicada, levando a uma imunização menos eficaz.

Isso também levanta questionamentos sobre a) a diminuição da eficácia nos regimes de injeção de reforço – não importando com qual cepa você comece – e b) o que acontece se você tiver que ser vacinado alguns anos mais tarde contra um patógeno completamente diferente, cuja vacina usa um vetor viral ao qual você já foi exposto. Por enquanto, parece que a ideia da injeção de reforço pode funcionar, embora a segunda injeção certamente seja mais prejudicada pela resposta imunológica. A segunda preocupação ainda é uma questão em aberto, pelo que sei. Presumivelmente, ambas seriam preocupações ainda maiores se a vacina usar DNA capaz de replicação, porque então você estaria atingindo os pacientes com um desafio viral ainda mais forte.

Ler o artigo completo na Science Magazine (in English, of course)

Pfizer Testa o Primeiro Medicamento para Cura Caseira da COVID

A intenção primeira deste espaço é ser um fórum de discussões; não é trazer novidades. Mas é claro que, se a novidade acontecer, não vamos chorar por isso. Tivemos a primazia de trazer o lançamento da linha elétrica da Toyota [na verdade acompanhados apenas por uma revista especializada], dias atrás. Agora, prisioneiro da COVID que sou, e infeliz Don Quijote lutando contra os moinhos de vento do negacionismo, não deixa de me trazer satisfação a notícia que entrou em nosso radar na manhã de hoje.

Em dois edifícios anônimos da Pfizer, um nos EUA e outro na Bélgica, um experimento notável está em andamento. Cerca de 60 voluntários, todos adultos “de vida limpa”, entre 18 e 60, estão sendo medicados com a primeira pílula especificamente projetada para parar a Covid-19.

Se o experimento for bem sucedido, é possível que uma cura caseira para a Covid-19 se torne disponível no final deste ano. O Primeiro Ministro do Reino Unido, Boris Johnson, que anunciou na semana passada a formação da “Força Tarefa dos Antivirais” especificamente para investir em produtos como esse, sem dúvida vai ficar de olho em suas suas mensagens de texto, para atualizações ansiosamente aguardadas sobre o projeto.

A molécula que está sendo testada é um código antiviral manufaturado sob medida – chamado PF-07321332. Classificado como um “inibidor de protease”, foi formulado para atacar a “coluna dorsal” do vírus SARS-Cov-2 e impedí-lo de se replicar em nosso nariz, garganta e pulmão. Foram os inibidores da protease que viraram a maré durante a propagação desenfreada do HIV no Reino Unido e ao redor do mundo. Agora os pesquisadores esperam que possam estar à beira de um avanço anti-pandêmico semelhante.

Assim como Boris Johnson, estaremos colados nos monitores à espera de mais informação sobre essa notícia alvissareira. Stay tuned.

Mais no Montreal Gazette.