Fundação Linux Lança Projeto para o Ecossistema Agrícola Global

Na quarta-feira passada, a Linux Foundation, a organização sem fins lucrativos que busca promover a inovação em massa por meio de tecnologias de código aberto, anunciou o lançamento da Fundação AgStack, o primeiro projeto de infraestrutura digital de código aberto desenhado especificamente para o ecossistema agrícola global.

A Fundação AgStack vai melhorar a eficiência da agricultura global por meio da criação, manutenção e aprimoramento de uma infraestrutura digital gratuita, reutilizável, aberta e especializada, para dados e aplicativos agrícolas.

Os membros fundadores e contribuintes incluem líderes das indústrias de tecnologia e agricultura, abrangendo diversos setores e geografias. Membros e parceiros incluem Agralogics, Call for Code, Centricity Global, Digital Green, Farm Foundation, farmOS, HPE, IBM, Mixing Bowl & Better Food Ventures, NIAB, OpenTeam, Our Sci, Produce Marketing Association, Purdue University / OATS & Agricultural Informatics Laboratório, a Universidade da Califórnia em Agricultura e Recursos Naturais (UC-ANR) e o Projeto SmartFarm da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara.

“O ecossistema da agricultura global precisa desesperadamente de uma reforma digital. Há muita perda de produtividade e inovação devido à ausência de ferramentas e dados reutilizáveis. Estou animado para liderar esta comunidade de líderes, colaboradores e membros – de vários setores e países – para ajudar a construir este recurso comum e reutilizável – AgStack – que ajudará todas as partes interessadas na agricultura global com ferramentas e dados digitais abertos, ” Disse Sumer Johal, Diretor Executivo da AgStack.

A Linux Foundation observou que 33 por cento de todos os alimentos produzidos são desperdiçados, enquanto nove por cento das pessoas no mundo estão com fome ou desnutridas. Esses dados sociais são combinados com sistemas antigos que são muito lentos e ineficientes e não podem funcionar em toda a crescente e complexa cadeia de abastecimento agrícola. A AgStack usará colaboração e software de código aberto para construir uma infraestrutura digital do século 21 que, segundo ela, será um catalisador para a inovação em novos aplicativos, eficiência e escala.

“A explosão de inovações em agrotecnologia de grandes empresas a startups, governos e organizações sem fins lucrativos representa uma virada de jogo para os agricultores do Sul e do Norte Global”, disse Rikin Gandhi, co-fundador e diretor executivo do parceiro da AgStack Digital Green. “Ao mesmo tempo, é fundamental construirmos uma infraestrutura digital que garanta que o impacto dessas mudanças possibilite a inclusão e aumento da resiliência dos produtores mais marginalizados, especialmente em meio às mudanças climáticas.”

AgStack consiste em um repositório aberto para criar e publicar modelos, acesso fácil e gratuito a dados públicos, estruturas interoperáveis ​​para uso em projetos cruzados, extensões, e caixas de ferramentas baseadas em tópicos específicos. Ele irá alavancar tecnologias existentes, como padrões agrícolas (AgGateway, UN-FAO, CAFA, USDA e NASA-AR); dados públicos (Landsat, Sentinel, NOAA e Soilgrids; modelos (UC-ANR IPM) e projetos de código aberto como Hyperledger, Kubernetes, Open Horizon, Postgres, Django e muito mais.

“Temos o prazer de fornecer o ambiente para o AgStack existir e crescer”, disse Mike Dolan, gerente geral e vice-presidente sênior de projetos da Linux Foundation. “É claro que, ao usar software de código aberto para padronizar a infraestrutura digital para a agricultura, a AgStack pode reduzir custos, acelerar a integração e permitir a inovação. É incrível ver um setor como a agricultura usar princípios de código aberto para inovar.”

Precision AI

O anúncio da AgStack segue nesta semana com outras notícias importantes sobre financiamento no espaço agtech. Na terça-feira passada, a empresa canadense de robótica agrícola Precision AI anunciou que fechou com sucesso uma rodada de negociações de US$ 20 milhões, liderada pelo cofundador do GoogleX, Tom Chi’s At One Ventures, junto com o Fundo de Inovação Industrial da BDC Capital, Fulcrum Global Capital e Golden Opportunities Fund.

Os fundos serão usados ​​para apoiar o avanço da plataforma disruptiva de agricultura de precisão, a Precision AI, que gerencia enxames de drones para reduzir drasticamente o uso de herbicidas na agricultura de cultivo em linha.

De acordo com o Precision AI, a pulverização de herbicidas é uma das atividades agrícolas menos eficientes, com mais de 80% desperdiçada em solo descoberto. Embora os concorrentes tenham se concentrado em safras de alto valor e pequena área, a Precision AI diz que sua tecnologia pode ser aplicada a grandes lavouras a um custo muito mais baixo do que as grandes máquinas agrícolas tradicionais, reduzindo potencialmente o uso de pesticidas em até 95%, mantendo o rendimento da colheita e proporcionando economia de até US$ 52 por acre por safra.

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No ano passado escrevi uma monografia sobre Agricultura de Precisão. Pretendo disponibilizá-la em breve, com novas adições ao blog.

Funcionalidade de VPN usando Túnel SSH

Este não é um blog novidadeiro ou de breaking news. Também não é um site de dicas. Meu compromisso é ter um canto na Web para discussão, em formato longo, de assuntos que não são contemplados em outras mídias e sites de língua portuguesa, mas que são importantes no debate internacional no campo da Tecnologia da Informação (de acordo com o que eu vejo). Assim, sempre haverá lugar aqui para sugestão de algumas técnicas rápidas e diretas, principalmente quando ligadas à Segurança e Privacidade Se este texto parece uma dica, que assim seja.

Alguns recursos na Internet podem ser acessados apenas a partir de clientes [*clientes são programas que rodam em seu computador local] com endereços IP específicos. Por exemplo, suponha que você queira baixar um documento da sua universidade publicado em uma revista científica. Nesse caso, normalmente você precisa se conectar ao site da revista a partir de um computador com um endereço IP que pertença à sua universidade. Se você estiver trabalhando em casa, é possível se conectar à VPN da universidade, de forma a que seu endereço IP de casa seja disfarçado como endereço IP do campus.

Contudo, nem sempre é possível usar a VPN fornecida pela sua universidade. Por exemplo, algumas VPNs requerem um software cliente especial, que pode não suportar certos sistemas operacionais, como o Linux. Existiria então alguma solução alternativa simples para VPN? A resposta é sim, se você puder estabelecer uma conexão SSH para um servidor com o endereço IP de sua universidade – por exemplo, para a estação de trabalho em execução no seu departamento. Essa conexão é chamada Túnel SSH e é implementada através de protoclos como o Socks.

Socks Proxy

Para contornar/resolver o problema do acesso à revista científica , podemos executar o seguinte comando, que cria uma listagem do servidor Socks na porta 12345 do seu localhost.


A opção -D especifica um encaminhamento “dinâmico” de porta em nível de aplicativo local. Isso funciona alocando opcionalmente um soquete para ouvir a porta no lado local. Sempre que uma conexão for feita a esta porta, a conexão é encaminhada sobre o canal seguro e o protocolo do aplicativo é então usado para determinar onde se conectar a partir da máquina remota. Atualmente, os protocolos Socks4 e Socks5 são suportados; o SSH atuará como um servidor Socks.

Se você quiser pará-lo, basta pressionar [Control] – [C]

Firefox via Socks proxy

A próxima etapa é a configuração de proxy no seu navegador. Usarei o Firefox como exemplo. A configuração está em preferências> Configuração de rede> Configurações …

Configuração de um Socks proxy no Firefox

Depois de fazer isso, você pode logar, procurar os papers que precisa e começar a baixá-los.

Para testar essa funcionalidade VPN improvisada, pesquise “Qual é o meu IP” no duckduckgo.com (ou Google) usando o navegador com proxy. Você vai reparar que ele exibe agora o IP de ssh_remote_host_ip em vez do IP de sua máquina local.

Arroz-feijão? Sim. E Funciona? Pode Apostar

Em servidores Linux, pode ser incrivelmente difícil qualquer processo se completar se o disco estiver sem espaço. Comandos de cópia e até mesmo as exclusões podem falhar ou demorar, quando a memória tenta “swap” para um disco que está cheio e há pouco a se fazer para liberar grandes lotes de espaço. Mas, e se houvesse uma maneira de liberar um grande espaço em disco nos momentos em que você realmente precisa? A resposta: Digite o comando dd[1].

Red beans and rice – prato do sul dos EUA

Como decisão de ano-novo, todos os meus servidores têm agora um arquivo espacer.img de 6 a10 GB vazio, que não faz absolutamente nada, exceto ocupar espaço. Dessa forma, em um momento de crise de disco cheio, posso simplesmente excluí-lo e ganhar algum tempo crítico para depurar e corrigir o problema. Oito Giga é uma quantidade significativa de espaço, mas o armazenamento é tão barato nos dias de hoje que acumular esse espaço vazio é basicamente imperceptível… um volume pequeno para se notar normalmente, mas que faz toda a diferença do mundo quando se precisa.

Então é isso. É por isso que eu mantenho um arquivo inútil no disco em todos os momentos: para poder um dia deletá-lo. Esta solução é super simples, trivial para implementar e fácil de utilizar. Verdadeiro arroz-feijão. Obviamente, a solução real é não deixar o servidor de banco de dados sem espaço, mas, como todo administrador sabe, às vezes os servidores ficam cheios devido a erros simples ou falhas inesperadas de design. Quando chega a hora, é bom ter um plano B, porque, caso contrário, você está enrolado com um disco cheio e um dia muito ruim pela frente.

[1] dd é um utilitário de linha-de-comando para sistema UNIX e derivados, cujo propósito é converter e copiar arquivos;

Para criar uma imagem de um HD: Em vez de fazer um backup do disco, você pode criar um arquivo de imagem do disco, como sugerido acima, e salvá-lo em outros dispositivos de armazenamento. Há muitas vantagens em fazer o backup de seus dados para uma imagem de disco, sendo uma a facilidade de uso. Este método é tipicamente mais rápido que outros tipos de backups, permitindo que você restaure rapidamente os dados após uma catástrofe inesperada. Exemplo:

dd if = /dev/hda of = ~/hdadisk.img

Criando e Editando Música com Linux

Sou um aventureiro no mundo da música, minha segunda paixão, e sempre procurei maneiras de construir pontes entre ela e minha primeira paixão, a computação. Em um passado mais ou menos recente andei fazendo experimentações com composição musical digital, usando software como Sybellius e outros (com resultados discutíveis ), e hoje estou sempre atento a oportunidades de usar meus conhecimentos computacionais no campo da produção musical. Pensando no assunto, resolvi fazer um post enfocando o tema, abordando o uso de software livre, notadamente Linux. Sei que meus leitores (conheço todos :)) vão apreciar.

Existem tem muitas opções quando se trata de editores de áudio para o Sistema Operacional Linux. Não importa se você é um produtor profissional ou quer apenas aprender a criar música, os aplicativos editores de áudio serão sempre fundamentais.

Para uso profissional, uma EAD/DAW (Estação de Áudio Digital – Digital Audio Workstation) é sempre recomendada. No entanto, quase ninguém precisa de todas as funcionalidades de uma estação completa; portanto é sempre bom conhecer também alguns dos editores mais simples.

Neste post, falaremos sobre algumas EADs e editores básicos de áudio que estão disponíveis como soluções de código aberto gratuito para Linux e (provavelmente) para outros sistemas operacionais. Não nos concentraremos em todas as funcionalidades que as EADs oferecem, mas sim nas capacidades básicas de edição. De uma certa maneira, você pode considerar este post como a lista das cinco melhores EADs para o LinuxOS.

Instruções de instalação: você encontrará (espero) todos os editores de áudio mencionados aqui no seu AppCenter, centro de software ou gerenciador de pacotes. Não é do escopo deste texto abordar os processos de instalação de cada um deles. No caso de você não os encontrar documentados, dirija-se ao site oficial para informações.

  1. Audacity

Audacity é um dos editores de áudio mais básicos e capazes ainda disponíveis para o Linux. É uma ferramenta multi-plataforma, livre (free as in freedom) e de código aberto. Talvez você já a conheça.

Melhorou muito se comparado a quando começou a ser ‘trending’. Eu já o utilizei para “tentar” fazer karaokes removendo a voz de trilhas de áudio. Ainda é possível fazer isso nas versões ativas – dependendo da fonte dos dados.

Características:

Suporta plug-ins VST (Virtual Studio Technology) que incluem efeitos. Contudo, não espere que ele suporte instrumentos VST.

Gravação de áudio ao vivo através de um microfone ou um mixer.
Capacidade de exportação / importação de múltiplos formatos e vários arquivos ao mesmo tempo.
Suporte de plugin: ladspa, lv2, nyquist, vst e plug-ins de efeitos de áudio.
Edição fácil com funções cortar, colar, excluir e copiar.
Modo de visualização tipo espectrograma, para análise de frequências.

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  1. LMMS

A LMMS é uma estação de trabalho digital gratuita multi-plataforma. Inclui todas as funcionalidades básicas de edição de áudio, bem como muitos recursos avançados.

É possível mixar sons, organizá-los ou criá-los usando instrumentos VST. Além disso, o pacote inclui algumas amostras, predefinições, instrumentos VST e efeitos para começar a aprender. Além disso, você também recebe um analisador de espectro para (alguma) edição avançada de áudio.

Características:

Playback via MIDI.
Suporte a instrumentos VST.
Suporte nativo multi-amostra.
Compressor embutido, limitador, delay, reverb, distorção e potenciador.

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  1. Ardour

Ardour é outra estação de trabalho de áudio digital livre e aberta. Qualquer que seja a interface de áudio de seu sistema, o Ardour irá suportá-la. É possível adicionar faixas multicanais ilimitadas. As faixas multicanais também podem ser encaminhadas para diferentes mixers para facilidade de edição e gravação.

Você também pode importar um vídeo para editar o áudio, e exportar a coisa toda. Ele vem com muitos plugins embutidos e também suporta plugins VST.

Características:

Edição não linear.
Empilhamento vertical das janelas de trabalho para facilidade de navegação.
Strip silence (removedor de infrassom), push-pull trimming (alternador de fase para eliminar distorção), e o plugin Rhythm Ferret para edição transiente e de gate.

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  1. Cecilia

Cecilia não é um software editor de áudio comum. Ele é indicado para designers de som profissionais (ou para você, se estiver no processo de se tornar um). É, tecnicamente, um ambiente de processamento de sinal de áudio. Ele permite que você crie sons de (literalmente) torcer o ouvido.

Ele vem com módulos e plugins para construção de efeitos sonoros e síntese. É adaptado para um uso bem específico – se é isso que você estava procurando, não procure mais!

Características:

Módulos avançados:
UltimateGrainer – um processador de granulação de última geração,
RandomAcumulador – acumulador de gravação de velocidade variável,
UpDistoRes – Distorção com Upsampling e filtro Lowpass ressonante.
Salvamento automático de modulações.

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  1. MIXXX

Se você quer mixar e gravar enquanto pilota um Virtual DJ, o Mixxx é uma ferramenta perfeita para a tarefa. Você monitora os BPMs, a chave, e utiliza o recurso Master Sync para sincronizar ritmo e batidas da música.

Suporta equipamento DJ personalizado também. Logo, se você tiver um (ou um midi), você pode gravar mixagens ao vivo usando esta ferramenta.

Características:

Transmissão e gravação de mixes DJ.
Capacidade de conectar equipamento e executar ao vivo.
Detecção de chave e BPM.

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