Inteligência Artificial com os Pés no Chão

Acabo de ler a coluna que Bruce Schneier e Nathan Sanders escrevem no NYTimes de hoje e é revigorante ver dois grandes luminares abordando as questões multifacetadas que cercam a IA.

Imagem de robôs atendentes
Imagem: pexels.com

No artigo eles destacam com a fluência de sempre os potenciais benefícios – lembrando-nos que a IA não envolve apenas robôs e assistentes de voz; é uma ferramenta de base que pode, de fato, impulsionar o progresso da humanidade. Contudo, a sua ênfase nos riscos sublinha uma preocupação premente. O desconforto em torno da presença da IA, do deslocamento dos empregos e das ameaças superinteligentes é palpável.

É claro que a evolução descontrolada da IA pode resultar em problemas não antecipados; nós não sabemos o quanto não sabemos. Como acontece com qualquer avanço tecnológico, existem riscos. Nossa missão enquanto tecnologistas profissionais deve ser permanecer atentos a eles com a cabeça fria, para garantir que todo o potencial positivo possível da IA seja aproveitado.

O clamor dos autores por regulamentação me parece oportuno. Como salientam, com razão, a tecnologia muitas vezes ultrapassa a regulamentação – eu diria que ela sempre ultrapassa. Mas legislar sobre IA é uma caminhada na corda bamba. Seja muito rigoroso e você vai sufocar o crescimento e a inovação; seja demasiado brando e você corre o risco de colher consequências desagradáveis.

Schneier e Sanders não chegam a se aprofundar em uma análise comparativa entre os modelos existentes em todo o mundo, estudando sucessos e fracassos. Ao todo, é uma leitura convincente que exige introspecção. Embora tenham iluminado o caminho a seguir, garantir a integração segura e eficaz da IA nos negócios humanos requer um esforço coletivo – os decisores políticos, os tecnólogos e o público em geral devem dar as mãos. Esse artigo é um passo crucial na promoção desse diálogo.

Pés no chão

Investi muitas horas ouvindo especialistas em IA e especialistas de outras áreas discutirem as implicações, benefícios e riscos. Ao longo dos últimos seis anos tenho lido, estudado sistematicamente, me graduado e me aprofundado. Tenho hoje experiência própria em IA, onde desenvolvo e lidero uma equipe na construção de soluções específicas de IA para várias categorias de processos – principalmente industriais, de otimização de energia e recentemente o agronegócio – em breve cownt.com.br :). Comentar AI é praticamente a razão da existência deste e outros blogs hoje – incluindo o blog de Schneier, que acompanho muito de perto.

Se tudo a respeito da IA se resumisse a isso, a Inteligência Artificial seria 95% bondade. Eu e outros empreendedores poderiamos continuar com nossos projetos sem maiores preocupações éticas.

Mas a tecnologia agora está abrindo uma série de caixas de Pandora e está em aceleração crescente. A minha opinião é que a) os riscos podem ser geridos, em teoria, mas b) é muito pouco provável que nós, humanos, consigamos fazê-lo. Mitigar os riscos óbvios requer colaboração, transparência, sabedoria, um eleitorado informado, funcionários e representantes governamentais competentes e contenção empresarial em todos os países.

Não só esses elementos basicos não estão disponíveis nos dias de hoje, mas, historicamente, nunca fomos capazes de cooperar a esta escala com algo que se aproximasse desta complexidade. Especialmente quando há dinheiro a ser ganho ou vantagens a serem obtidas para entidades individuais. Em vez disso, naturalmente espero que no caminho caiamos em algumas das armadilhas óbvias.

Eu adoraria estar errado, mas simplesmente não consigo imaginar a classe política contribuindo para medidas sensatas ou proporcionando uma supervisão sensata (exemplo A: as audiências do Facebook e do TikTok no EUA. Exemplo B: a total ausência de discussão desses assuntos no Brasil). A segurança da sociedade diante da disseminação da AI no momento está a depender apenas da responsabilidade individual dos empreendedores.

Pés na lama

A avaliação mais preocupante não vem dos futuristas, mas sim dos analistas da Goldman-Sachs, que projetam 300 milhões de empregos perdidos até 2030 nos EUA e na UE. Algo em torno de 42 milhões por ano. O relatório menciona novos empregos decorrentes do trabalho com IA, mas não diz quantos. Um número semelhante (um terço de todas as horas de trabalho automatizadas até 2030) provém dos analistas mais futuristas – e menos financeiros – do Instituto McKinsey.

Serão trabalhadores em empregos de colarinho branco, especialmente o que chamo de empregos de “camisa pólo”. A IA generativa pode, por exemplo, tornar os veículos autonomos definitivamente seguros para implantação em massa. Pode substituir muitos de nós que trabalhamos em help desks e no atendimento ao cliente.

Sim. Apertem os cintos para as maiores mudanças culturais e laborais desde a invenção da máquina a vapor. As tecnologias de mudança de paradigma surgidas no śeculo 18 e 19 representaram melhorias incrementais da capacidade humana. A IA, por sua vez, substitui completamente ou em parte, tudo o que fazemos no trabalho moderno.

Minha esperança? Dado esse nível de automatização, precisamos começar a pensar em tributar de maneira eficiente os proprietários das grandes plataformas de IA e proporcionar um rendimento garantido aos demais cidadãos. No momento não consigo ver alternativas realistas a isso se queremos evitar o colapso da ordem social.

AI não é Páreo para as Sutilezas Humanas

Faço uma resenha crítica de um artigo muito pertinente publicado no MIT Press Reader , de autoria dos psicólogos Amos Tversky e Daniel Kahneman. O trabalho trata de dois grandes grupos de problemas e suas e implicações e correlações com o pensamento humano e com a inteligência de máquina.

As nuances humanas
Imagem: Pexels.com

A ênfase das abordagens computacionais da inteligência que nos acostumamos a ver no noticiário tem sido colocada em problemas formais e bem estruturados; problemas que têm um objetivo claro e um número definido de soluções possíveis. Esses problemas são os que podem ser, portanto, resolvidos por um algoritmo.

Mas nós, humanos, somos criativos, irracionais e inconsistentes. Concentrar-se nesses problemas bem estruturados às vezes pode ser enganoso e improdutivo – como o proverbial bêbado a procurar as chaves perdidas ao redor do poste, só porque ali é onde a luz brilha mais forte.

Os autores argumentam que existem dois grupos de problemas que são muito típicos da inteligência humana e merecem um olhar atento.

Um grupo contém os chamados problemas de insight. Os problemas de insight geralmente não podem ser resolvidos por um procedimento passo a passo, como um algoritmo, ou, quando podem, o processo se torna extremamente tedioso. Em vez disso, os problemas de insight exigem a reestruturação da própria abordagem do solucionador do problema.

Outro grupo são os problemas de procedimento [no artigo original é usada a expressão “problems of path” – problemas de caminho]. Em problemas de procedimento o solucionador tem disponível uma representação, que inclui um estado inicial, um estado objetivo e um conjunto de ferramentas ou operadores que podem ser aplicados para percorrer a representação. Em problemas de insight o solucionador não tem essas balizas.

Com problemas de procedimanto o solucionador geralmente pode avaliar quão próximo o estado atual do sistema está do estado objetivo. A maioria dos algoritmos de aprendizado de máquina depende desse tipo de avaliação.

Com problemas de insight, por outro lado, muitas vezes é difícil determinar se houve algum progresso até que o problema seja essencialmente resolvido. O que chamaríamos “efeito eureka” ou “momento aha!”, uma compreensão repentina de uma solução anteriormente incompreensível.

Insights são para humanos

De acordo com os autores, os problemas de insight podem ser representados de diversas maneiras. A maneira como você pensa sobre um problema, ou seja, como você representa o problema, pode ser fundamental para resolvê-lo.

Muito pouco se sabe sobre como resolvemos problemas de insight. Esses problemas são normalmente difíceis de estudar em laboratório com muita profundidade, porque as pessoas tễm uma dificuldade natural em descrever as etapas que percorrem para resolvê-los. A maior parte desses problemas pode ser resolvida com a obtenção de um ou dois insights secundários capazes de mudar a natureza do enfoque sobre eles.

Todos nós sabemos que as pessoas nem sempre se comportam da maneira estritamente sistemática necessária para o pensamento rigorosamente lógico. Esses desvios não são falhas ou erros no pensamento humano, mas características essenciais sem as quais provavelmente a inteligência não evoluiria.

Normalmente não parecemos prestar muita atenção às partes formais de um problema – especialmente quando fazemos escolhas arriscadas. Tversky e Kahneman descobriram que as pessoas fazem escolhas diferentes quando apresentadas às mesmas alternativas, dependendo de como essas alternativas sejam descritas.

Em alguns dos testes realizados, as pessoas preferiam o resultado certo ao incerto, quando o certo era enquadrado num tom positivo, e preferiam a alternativa incerta à certa, quando a certa era enquadrada num tom negativo. Com efeito, a estrutura ou tom das alternativas modulou a disposição dos participantes em aceitar o risco.

Nossas decisões, sejam elas corretas ou incorretas, sempre são produzidas pelos mesmos processos cognitivos. Ao contrário dos computadores, somos relativamente limitados no que podemos manter na memória ativa ao mesmo tempo.

Processos rápidos, processos lentos

Temos uma complexidade no nosso pensamento e processos intelectuais que nem sempre trabalha a nosso favor. Tiramos conclusões precipitadas. Somos mais facilmente persuadidos pelos argumentos que se adequam às nossas visões preconcebidas, ou que são apresentados num contexto ou noutro. Às vezes nos comportamos como computadores, mas na maioria das vezes somos desleixados e inconsistentes.

Daniel Kahneman descreve a mente humana como consistindo de dois sistemas, um que é rápido, relativamente impreciso e automático, e um outro que é lento, deliberado, e demora para chegar a uma conclusão mas, quando finalmente chega, é consistentemente mais preciso.

O primeiro sistema, diz ele, é ativado quando você vê a imagem de uma pessoa e percebe que ela está com raiva e provavelmente gritará. O segundo sistema é acionado quando você tenta resolver um problema de multiplicação como 17 × 32. O reconhecimento da raiva, em essência, surge em nossa mente sem nenhum esforço óbvio, mas o problema de matemática requer esforço deliberado e talvez a ajuda de lápis e papel (ou uma calculadora).

O que ele chama de segundo sistema está muito próximo do estado atual da inteligência artificial. Envolve esforços deliberados e sistemáticos que exigem o uso de invenções cognitivas.

O desenvolvimento dos sitemas computacionais inteligentes concentrou-se no tipo de trabalho realizado pelo sistema deliberado, embora o sistema automático ativado pelo reflexo possa ser tão ou mais importante. E pode ser mais desafiador de emular em um computador.

Mais fatos interessantes [em inglês] seguindo o link:

https://thereader.mitpress.mit.edu/ai-insight-problems-quirks-human-intelligence/

Drones

Ah, os drones…


Vejo muitos drones na Faria Lima,

vindos de Mauá ou Santo André,

vidrados nos smartphones,

passes de segurança do escritório

em volta do pescoço,

a falar monotonamente

sobre seguro de TI

– ou será outra coisa?

* * *

Aqui no meu contrato formal com os leitores eu os adverti que poderiam ocasionalmente estar à mercê dos meus poemas. Hoje a ameça se cumpre pela primeira vez (ou será a segunda?). Love. EBM.

Dez Ideias (não tão) Práticas para Romper Bolhas Culturais

… ao invés de apenas apontar dedos e procurar culpados. Este é um assunto muito extenso para ser abordado de forma eficaz aqui, mas alguns pontos principais podem ser discutidos:

Criança estourando bolhas de sabão.
Imagem: Pexels.com

1. É muito fácil ser derrotista ou fatalista. Não sou complacente com a seriedade do desafio de tirar a sociedade do marasmo, do beco sem saída filosófico em que nos metemos neste século – e, em particular, com a maneira como certas “ideias progressistas” foram incorporadas ao treinamento de professores e ao sistema educacional geral – mas existem paralelos históricos encorajadores quanto à possibilidade de rompimento de impasses culturais.

Na década de 1930, a década que assistiu ao fim da primeira fase do capitalismo, e com a qual alguns acadêmicos comparam nosso tempo, muitos estudantes e grupos jovens apoiaram o pacifismo ou o marxismo. Na década de 1960, seus sucessores abraçaram uma variedade de ideias políticas e sociais radicais. Em ambos os casos, seus pais ficaram horrorizados, mas o primeiro grupo veio a se tornar a “maior geração” e o segundo os liberais, embora auto-indulgentes, “boomers”. A sociedade ocidental historicamente progrediu ao enfrentar desafios e reagir de forma construtiva. É prematuro presumir que falharemos desta vez.

2. A reação à atual estagnação do pensamento ocidental parece estar ganhando força. A “janela de Overton” tem se expandido visivelmente. Pelos sinais ao redor, minha impressão é que nos últimos dezoito meses os maiores de 30 anos começaram acordar para o que está a acontecer. É menos claro para mim se houve tanto movimento entre os mais jovens.

3. Vejo como o desafio central a tarefa de persuadir a Geração Z – e especialmente os estudantes da Geração Z nas universidades de maior prestígio – a reconhecer as virtudes do debate aberto como verdade objetiva e ter a não conformidade à qualquer ideia majoritaria como trunfo.

4. Dito de outra forma, a questão central diz respeito aos meios, não aos fins. Muitas pessoas concordam com – ou pelo menos aceitam como legítimas – muitas das reclamações da Geração Z. O problema não é que os Wokes querem tolerância para trans, menos desigualdade econômica, justiça racial, mais ação sobre mudanças climáticas, etc, mas sim sua relutância em debater essas questões e suas tentativas de intimidar e deslegitimar qualquer dissidência, mesmo em questões de detalhe. Eles estão atacando os valores do Iluminismo, que conduziram a vida ocidental por duzentos anos. Em particular, eles estão tentando destruir a primazia do livre debate como caminho para boas decisões.

5. Esta não é apenas uma batalha de ideias em si. Alimenta-se de uma série de fatores estruturais também. O impacto da política de identidade, mídia social, negacionismo, polarização, bolhas culturais/ideológicas, etc, tem sido amplamente discutido. Eles fornecem o solo fértil sem o qual as sementes dos radicalismos progressista e conservador teriam murchado e não florescido. A sociedade ocidental precisa ajustar suas estruturas legais, políticas e tecnológicas.

6. O que mais beneficiaria o debate informado é a regulamentação das mídias sociais. Para além do impacto psicológico nos adolescentes, o próprio “status quo” dessas estruturas é inaceitável. Algoritmos que deliberadamente empurram indivíduos para cantos ideologicamente extremos da internet podem beneficiar os donos da redes sociais por meio do aumento do “engajamento” enfurecido e, portanto, da lucratividade, mas o impacto que isso tem na sociedade é muito pernicioso. Precisamos aceitar que a praça pública precisa de regras pactuadas e transparentes.

7. A maioria das pessoas responde com mais força a histórias do que a conceitos abstratos. Além de focar em exemplos individuais, como sucesso das mulheres trans em esportes femininos, etc., certas grandes contranarrativas históricas precisam ser desenvolvidas e impulsionadas, por exemplo as que descrevem como o “sistema ocidental”, o conjunto de instituições e valores que resgatou bilhões da pobreza e da tirania, pode ser implantado de forma benéfica em qualquer lugar – e poderia facilmente ter surgido no Oriente Médio ou na China como na Europa.

8. Pessoalmente, acredito que a situação econômica da Geração Z é um fator muito mais importante para explicar sua radicalização do que geralmente é aceito. Se suas perspectivas individuais fossem menos desanimadoras, suspeito que eles ficariam mais calmos em uma ampla gama de tópicos. Como conseguir isso é outra área de debate.

9. O ponto geral é que precisamos reafirmar os valores centrais do Iluminismo, mas também desenvolver novas ideias sobre como aplicá-los, dada a sociedade e a tecnologia atuais. É insuficiente defender a “liberdade de expressão”; também precisamos estabelecer novas regras sobre como certos discursos são privilegiados e outros discursos são desenfatizados na praça pública. A maioria concordaria que a censura a certos temas durante a Covid foi exagerada, mas exagerados também são os algoritmos que exacerbam a polarização e o extremismo.

10. Impulsionar uma agenda positiva é importante, mas importante também, a meu ver, é uma crítica implacável da teoria e prática do movimento progressista radical. Precisamos criticar a mentalidade que vê tudo como uma luta de poder entre categorias privilegiadas e as marginalizadas — infinitamente redefinidas.

Outros enfatizariam pontos diferentes. Um debate contínuo – em um espírito construtivo e amigável – sem dúvida levaria a conclusões mais ricas do que aquelas produzidas por qualquer indivíduo.

Rolling Stones, os Primeiros Streamers

Para os padrões de hoje não é grande coisa, mas no dia 18 de novembro de 1994 foi algo ENORME! Nesse dia, quando a internet ainda estava engatinhando, os Rolling Stones se tornaram a primeira banda a transmitir um de seus shows pela “rede mundial de computadores”.

A banda em um show não identificado – Imagem: Dallas Morning News (Fair Use)

Os Stones transmitiram pela web 20 minutos de sua apresentação no Cotton Bowl em Dallas (em sua turnê Voodoo Lounge) usando o sistema o Multicast BackBone [MBone]. Em universidades e laboratórios de pesquisa com conexões MBone, os fãs se aglomeraram em torno das telas dos computadores para assistir ao vídeo de varredura lenta. As críticas decididamente não foram entusiásticas devido à baixa qualidade da imagem.

Os Stones tocaram “Not Fade Away”, “Tumbling Dice”, “You Got Me Rocking”, “Shattered” e “Rocks Off”. No meio do set, Mick Jagger anunciou ao vivo para os fãs em Dallas e aqueles conectados virtualmente através do backbone multicast (MBone):

“Eu quero dar as boas-vindas a todos que subiram na internet esta noite e entraram no MBone. Espero que o site não caia”

Desde então, o mundo do streaming de vídeo sofreu muitas mudanças. Na década de 1990, enquanto a indústria lutava com desafios técnicos de tráfego de vídeo multicast, os protocolos de download HTTP e streaming com estado [stateful] começaram a ter protagonismo. Em 1996, Netscape, RealNetworks, Borland, NeXT e 36 outras empresas deram seu peso ao Real Time Streaming Protocol (RTSP).

Em 2002, a Macromedia lançou o Flash Communication Server MX 1.0 com suporte para o que se tornaria o protocolo mais amplamente adotado para streaming orientado a conexão, o Real Time Messaging Protocol (RTMP). E em 2005, o YouTube foi lançado, lembrando aos usuários da internet que, pelo menos para vídeos curtos, o download progressivo por HTTP ainda era uma opção muito viável.

Então, em 2008, a Microsoft introduziu o Smooth Streaming, uma abordagem híbrida para transmissão de vídeo que oferecia protocolos de streaming personalizados, aproveitando-se do protocolo HTTP e da infraestrutura de rede existente. Em agosto do mesmo ano, a Microsoft e a NBC usaram o Smooth Streaming para transmitir ao vivo cada minuto de cada evento dos Jogos Olímpicos de Pequim para mais de 50 milhões de telespectadores em todo o mundo. Em um único evento, o “Modern Streaming” provou que a Internet era capaz de produzir vídeos escalonáveis, confiáveis ​​e com qualidade de transmissão.

Nos anos que se seguiram, o Modern Streaming rapidamente ganhou impulso, com a Apple introduzindo o HTTP Live Streaming (HLS), a Adobe lançando o HTTP Dynamic Streaming (HDS) e as principais empresas de mídia e streaming colaborando no MPEG-DASH. As inovações em Smooth Streaming, HLS, HDS e DASH geraram um ressurgimento na transmissão de vídeo baseada em HTTP e hoje estão remodelando a forma como as empresas e universidades transmitem conteúdo de mídia em suas redes.


Descanse em paz, Charlie Watts, baterista de Jazz, Rock’n’roller e Gentleman. 1941-2021 – Imagem: Rolling Stones – divulgação