Sobre os Problemas com o Facebook & Cia

Um usuário [ramenporn], dizendo ser da equipe de recuperação de desastre do Facebook, postou esta nota no Reddit, hoje mais cedo:

Imagem: iStock

Como muitos de vocês sabem, o DNS para serviços FB foi afetado e isso é provavelmente um sintoma do problema real, que é o peering de BGP com roteadores do Facebook caiu, muito provavelmente devido a uma mudança de configuração que entrou em vigor pouco antes de as interrupções acontecerem (começaram por volta das 15h40 UTC). Há pessoas agora tentando obter acesso aos roteadores de peering para implementar correções, mas as pessoas com acesso físico estão sem contato com as pessoas que têm conhecimento de como realmente autenticar nos sistemas e das pessoas que sabem o que realmente fazer. Então agora há um desafio logístico para unificar todo esse conhecimento. Parte disso também se deve ao menor número de funcionários nos centros de dados devido às medidas contra a pandemia.

Portanto, o problema básico parece ser “BGP peering“, que é o pareamento entre os DNS dos serviços do Facebook, em explicação simples (ver Aspectos Técnicos, abaixo, para uma explicação mais técnica), além da distribuição física das equipes por muitos locais separados.

O post foi em seguida apagado, assim como diversas contas desse usuário em outros sites e canais.

Eu imagino que ele não foi autorizado a postar essas informações. Espero que ele não perca o emprego.

Do que o FB tem medo? Penso que desde que essas pessoas não estejam compartilhando informações internas/proprietárias da empresa, esse assunto não é particularmente sensível. Além disso, ter alguma transparência sobre o problema é bom para todos.

Quem gostaria de trabalhar para uma empresa que pode tomar medidas disciplinares drásticas porque um engenheiro postou um comentário no Reddit basicamente para dizer “BGP’s down lol” – Se eu estivesse no comando, daria a ele um modesto bônus, por ajudar a alcançar de forma direta o usuário e a comunidade em geral.

Por outro lado…

Compartilhar o status de um evento em andamento pode complicar a recuperação. Tais relatórios públicos em tempo real podem atrapalhar o fluxo de informação entre as equipes.

Conclusão

Tenho certeza de que acionistas e outros líderes de negócios da empresa ficarão muito mais confortáveis em relatar isso como uma série de falhas técnicas infelizes (que alegarão fazer parte do negócio), em vez de uma falha organizacional de toda a empresa. O fato de não poderem identificar fisicamente as pessoas que conhecem a configuração do roteador mostra uma organização que ainda não pensou em todos os seus modos de falha. Muita gente não vai gostar disso. Não é incomum ter técnicos de datacenter com acesso ao sistema e o pessoal de software real sendo barrado. Contudo, sendo esse o motivo pelo qual um dos serviços mais populares do mundo está desativado por quase 5 horas agora, levantará muitos questionamentos..

Pessoalmente eu também espero que isso não prejudique as perspectivas de aumento no trabalho remoto. Se eles tiverem problemas em colocar na sala de comando alguém que conheça a configuração, porque todos moram a uma viagem de avião dos datacenters, eu posso ver no futuro próximo gerentes de muitos ramos de atividade relutando em ter uma equipe completamente remota.

Fica a lição para os empreendedores, que ficaram reféns de um serviço sobre o qual eles não têm controle. Eu nunca perco a oportunidade de salientar o quanto é importante controlar seus próprios dados e os dados de sua empresa. Faça um site dedicado ao seu negócio em seu próprio domínio. Fale com seus clientes e parceiros através de blogs como este. Consulte uma empresa de sistemas [como a Vox Leone] para ver onde seu negócio pode melhorar. O custo-benefício é altamente compensador. Nunca se esqueça que a tal “nuvem” é apenas o computador de outra pessoa. Use as redes sociais apenas para o que elas foram criadas: falar com papai, mamãe e titia.

Aspectos Técnicos: Sobre o BGP

Como reportou ramenporn, no centro deste apagão está a tecnologia Border Gateway Protocol (BGP), que é o serviço postal da Internet. Quando alguém coloca uma carta no correio, o serviço postal processa a correspondência e escolhe um caminho rápido e eficiente para entregar a carta ao destinatário. Da mesma forma, quando alguém envia dados pela Internet, o BGP é responsável por examinar todos os caminhos disponíveis que os dados podem percorrer e escolher a melhor rota, o que geralmente significa pular entre sistemas autônomos.

BGP é o protocolo que faz a Internet funcionar. Ele faz isso habilitando o roteamento de dados. Quando um usuário em Cingapura acessa um site hospedado na Argentina, o BGP é o protocolo que permite que a comunicação aconteça de forma rápida e eficiente.


Abaixo um traceroute do meio da tarde, mostrando os serviços Facebook em downtime

> traceroute a.ns.facebook.com
      traceroute to a.ns.facebook.com (129.134.30.12), 30 hops max, 60 byte packets
      1  service.local.net (192.168.1.254)  0.484 ms  0.474 ms  0.422 ms
      2  107-131-124-1.lightspeed.sntcca.sbcglobal.net (107.131.124.1)  1.592 ms  1.657 ms  1.607 ms 
      3  71.148.149.196 (71.148.149.196)  1.676 ms  1.697 ms  1.705 ms
      4  12.242.105.110 (12.242.105.110)  11.446 ms  11.482 ms  11.328 ms
      5  12.122.163.34 (12.122.163.34)  7.641 ms  7.668 ms  11.438 ms
      6  cr83.sj2ca.ip.att.net (12.122.158.9)  4.025 ms  3.368 ms  3.394 ms
      7  * * *
      ...

Facebookland: uma Nação Hostil

Em 1947, Albert Einstein, escrevendo na The Atlantic, propôs a criação de um governo mundial único para proteger a humanidade da ameaça da bomba atômica. Sua ideia utópica não se realizou, obviamente, mas hoje, um outro visionário tenta construir um simulacro de cosmocracia.

Imagem: Pexels

Mark Zuckerberg, ao contrário de Einstein, não inventou o Facebook por um senso de dever moral ou zelo pela paz mundial. Neste verão setentrional, a população do regime supranacional de Zuckerberg atingiu 2.9 bilhões de usuários ativos mensais, mais seres humanos do que nas duas nações mais populosas do mundo – China e Índia – juntas.

Para Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook, eles são cidadãos da Facebookland. Já há muito tempo, ele começou a chamá-los de “pessoas” em vez de “usuários”, embora eles não deixem de ser “cogs” em uma imensa “matrix” social, pedaços carnosos de dados para satisfazer o apetite dos anunciantes, que despejaram US$ 54 bilhões no Facebook apenas no primeiro semestre de 2021 – uma soma que supera o produto interno bruto da maioria das nações da Terra.

O PIB é uma comparação reveladora, não apenas porque aponta para o poder extraordinário do Facebook, mas porque nos ajuda a ver o Facebook como ele realmente é. O Facebook não é apenas um site, ou uma plataforma, ou um editor, ou uma rede social, ou um diretório online, ou uma empresa, ou um utilitário. Ele é todas essas coisas. O Facebook também é, efetivamente, uma potência estrangeira hostil.

Isso é fácil de ver por seu foco estreito em sua própria expansão; sua imunidade a qualquer senso de obrigação cívica; seu histórico de facilitar o enfraquecimento de eleições; sua antipatia pela imprensa livre; a insensibilidade e arrogância de seus executivos; e sua indiferença à resistência da democracia.

Alguns dos maiores críticos do Facebook pressionam por regulamentação antitruste e pela auditoria de suas aquisições – qualquer coisa que possa desacelerar seu poder crescente. Mas se você pensar no Facebook como um estado-nação – uma entidade engajada em uma guerra fria com os Estados Unidos e outras democracias – você verá que ele requer uma postura de defesa civil além da regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários.

Hillary Clinton disse no ano passado que sempre sentiu um cheiro de autoritarismo em Zuckerberg. “Sinto que às vezes você está negociando com uma potência estrangeira”, disse ela. “Ele é imensamente poderoso.” Um de seus primeiros mantras no Facebook, de acordo com Sheera Frenkel e Cecilia Kang em seu livro, An Ugly Truth: Inside Facebook’s Battle for Domination, era “a empresa acima do país”. Quando essa empresa tem todo o poder de um país, a frase ganha um significado mais sombrio.

Os componentes básicos da nacionalidade são mais ou menos assim: você precisa de terra, moeda, uma filosofia de governança e pessoas. Quando você é um imperialista no metaverso, não precisa se preocupar tanto com a dimensão física – embora Zuckerberg possua 1.300 acres em Kauai, uma das ilhas menos povoadas do Havaí. Quanto ao restante dos componentes da lista, o Facebook tem todos.

O Facebook está desenvolvendo seu próprio dinheiro, um sistema de pagamento baseado em blockchain conhecido como Diem (antigo Libra) que os reguladores financeiros e os bancos temem que possa vir a derrubar a economia global e dizimar o dólar.

Os reguladores estão de olho no Facebook por um bom motivo, mas a ameaça que a empresa representa é muito mais do que seu monopólio de tecnologia emergente. A ascensão do Facebook é parte de um movimento autocrático maior, que está corroendo a democracia em todo o mundo, à medida que líderes autoritários definem um novo tom para a governança global.

Considere como o Facebook refere-se a si mesmo como um contrapeso a uma superpotência como a China. Os executivos da empresa alertaram que as tentativas de interferir no crescimento desenfreado do Facebook – por meio da regulamentação da moeda que ele está desenvolvendo, por exemplo – seriam um presente para a China, que quer que sua própria criptomoeda seja dominante. Em outras palavras, o Facebook está competindo com a China da mesma forma que uma nação faria.

Seria possível reunir um número suficiente de pessoas para derrubar esse império? Provavelmente não. Mesmo que o Facebook perdesse 1 bilhão de usuários, sobrariam mais 2 bilhões. Mas precisamos reconhecer o perigo que corremos. Precisamos nos livrar da noção de que o Facebook é uma empresa normal ou de que sua hegemonia é inevitável.

Talvez um dia o mundo se una como um só, em paz – como sonhou Einstein, indivisível pelas forças que lançaram guerras e desmoronaram civilizações desde a antiguidade. Mas se isso acontecer, se conseguirmos nos salvar, certamente não será graças ao Facebook. Será apesar dele.

Em profundidade na The Atlantic

O Movimento Global para Controlar as Big Techs

Hoje eu enfoco uma das seções do relatório Internet Freedom 2021, produzido pela Freedom House. Essa seção do relatório apresenta um cenário no qual o usuário segue sendo o grande perdedor na guerra titânica entre governos e empresas de tecnologia e indica um caminho a seguir. Em um mundo perfeito este material teria uma repercussão também na mídia tradicional e nos grandes portais online. Mas, por algum motivo, somos nós bloguistas de tecnologia que tomamos nas mãos essa missão. Que assim seja.

Imagem: iStock

Na grande batalha entre estados nacionais e empresas de tecnologia, os direitos dos usuários da Internet se tornaram as principais vítimas. Um número crescente de governos tem afirmado sua autoridade sobre empresas de tecnologia, muitas vezes forçando as empresas a terem papel ativo na censura e vigilância online. Esses desenvolvimentos constituíram, em seu conjunto, um ataque sem precedentes à liberdade de expressão online, fazendo com que a liberdade global da internet diminuísse pelo 11º ano consecutivo.

As normas globais mudaram drasticamente no sentido de uma maior intervenção governamental na esfera digital. Dos setenta estados cobertos pelo relatório, um total de quarenta e oito ingressou com ações judiciais ou administrativas contra empresas de tecnologia. Enquanto alguns movimentos refletiram tentativas legítimas de mitigar danos online, controlar o uso indevido de dados ou acabar com as práticas de mercado manipuladoras, muitas novas leis nacionais impuseram censura excessivamente ampla e requisitos de coleta de dados ao setor privado. As atividades online dos usuários agora são moderadas e monitoradas por empresas de forma mais difundida, através de processos que carecem das salvaguardas requeridas na governança democrática, como transparência, supervisão judicial e responsabilidade pública.

O impulso em direção à regulamentação nacional surgiu em parte devido à persistente falha em enfrentar os danos on-line por meio da autorregulação. Os Estados Unidos desempenharam um papel importante na definição das primeiras normas da Internet em torno da liberdade de expressão e dos mercados livres, mas sua abordagem laissez-faire para a indústria de tecnologia criou oportunidades para manipulação autoritária, exploração de dados e prevaricação generalizada.

Na ausência de uma visão global compartilhada para uma internet livre e aberta, os governos estão adotando suas próprias abordagens individuais para policiar a esfera digital. Os formuladores de políticas em muitos países têm citado uma vaga necessidade de retomar o controle da Internet das mãos de potências estrangeiras, corporações multinacionais e, em alguns casos, da sociedade civil.

Esse deslocamento de poder das empresas para os estados ocorreu em meio a um recorde de atentados contra a liberdade de expressão online. Em 56 países, as autoridades prenderam ou condenaram pessoas por seu discurso online. Os governos suspenderam o acesso à internet em pelo menos 20 países, e 21 estados bloquearam o acesso às plataformas de mídia social, mais frequentemente em tempos de turbulência política, como protestos e eleições. À medida que a repressão digital se intensifica e se expande para mais países, os usuários, compreensivelmente, não têm confiança de que as iniciativas de seus governos para regulamentar a internet levarão a uma maior proteção de seus direitos.

O recente surto de ação regulatória pode ser classificado em três categorias relativas a a) conteúdo online; b) dados pessoais e c) comportamento de mercado. Muitas das novas medidas em cada categoria têm o potencial de ameaçar os interesses dos usuários.

Mais governos introduziram regras problemáticas para remover a opinião dos usuários das plataformas da Internet. Algumas das leis foram criadas para suprimir conteúdo que seja crítico ao governo, em vez de proteger os usuários de material nocivo. Outras leis atenuam os padrões do devido processo legal, eliminando a necessidade de uma ordem judicial ou obrigando o uso de inteligência artificial (IA) para a remoção de conteúdo, o que pode resultar em danos colaterais significativos para a expressão política, social e religiosa. Apenas em alguns casos essas leis exigem que as empresas realizem relatórios de transparência e forneçam aos produtores de conteúdo uma via para apelação. Os usuários são cada vez mais deixados sem ajuda para enfrentar os sistemas de moderação obscuros das empresas e proteger seus direitos online.

A Liberdade de Expressão Atrás das Grades: autoridades governamentais investigaram, prenderam ou condenaram pessoas com base apenas em seus posts em redes sociais. – Imagem: Freedom House

Um padrão semelhante é aparente em questões de gerenciamento de dados. Um número crescente de leis facilita a vigilância do governo ao enfraquecer a criptografia e obrigar que as plataformas armazenem dados do usuário em servidores localizados no país. Esses requisitos de localização deixam os dados especialmente vulneráveis ​​em ambientes com padrões fracos de estado de direito e tornam mais difícil para as empresas oferecer serviços transnacionais com fortes recursos de segurança cibernética. Mesmo as leis que consagram os direitos dos usuários de controlar seus dados geralmente contêm vagas isenções para a segurança nacional, enquanto outras impõem requisitos de licenciamento onerosos para empresas locais e estrangeiras.

Os reguladores da indústria em todo o mundo têm compartilhado o empenho em reprimir as práticas comerciais anticompetitivas e abusivas. Grandes empresas de tecnologia receberam multas pesadas por não protegerem os dados e explorar seu poder de mercado para promover seus próprios produtos. Em alguns países, as autoridades trabalharam com as empresas para tornar os produtos concorrentes interoperáveis ​​e permitir que os usuários alternassem entre eles com mais facilidade. No entanto, regimes autoritários como os da China e da Rússia tomaram medidas violentas, sem levar em conta o devido processo legal ou o Estado de Direito, refletindo o desejo de subordinar ainda mais o setor privado aos interesses políticos repressivos do Estado.

Aproveitar a tecnologia para difusão de valores democráticos

Ainda há tempo para os governos democráticos buscarem medidas inteligentes e estritas para proteger os direitos dos usuários online. Democracias deveriam lidar com maior transparência e responsabilidade em relação às práticas de moderação de conteúdo das plataformas. As leis de privacidade de dados devem se concentrar na proteção dos usuários, evitando uma maior fragmentação da Internet. E a política de concorrência deve promover a inovação que responda à demanda do usuário por maior personalização, segurança e interoperabilidade. A regulamentação deve garantir que o poder não se acumule nas mãos de apenas alguns atores dominantes, seja no governo ou no setor privado.

O poder emancipatório da internet depende de sua natureza igualitária. Onde quer que um usuário esteja baseado, uma Internet livre e aberta deve oferecer acesso igual a ferramentas educacionais, criativas e comunicativas que facilitem o progresso pessoal e social. Os governos democráticos têm a obrigação de criar regulamentações que permitam aos usuários se expressar livremente, compartilhar informações além das fronteiras e responsabilizar os poderosos. Caso contrário, as novas tecnologias podem servir para reforçar e acelerar o declínio global da democracia.

Fonte: Freedom on the Internet 2021

Facebook Pede Que Usuários do iOS Permitam Rastreamento (para permanecer grátis)

Em uma tentativa de combater o novo recurso de privacidade App Tracking Transparency da Apple, o Facebook está insistindo para que os usuários continuem a permitir que o gigante da tecnologia rastreie o uso do aplicativo, alertando que essa é a única maneira de manter os serviços “gratuitos”.

O site MacRumors dá conta de que o Facebook e o Instagram começaram a enviar mensagens notificando usuários do iOS 14.5 de que eles devem obrigatoriamente ativar o rastreamento no dispositivo, se quiserem ajudar a manter o Facebook e o Instagram “gratuitos”.

A Apple lançou recentemente seu novo recurso de privacidade, a ATT – App Tracking Transparency [Transparência no Rastreamento de Applicativo], como parte da atualização mais recente do iOS 14.5 para iPhones e iPads. A atualização agora exigirá que os aplicativos mostrem aos usuários um prompt solicitando seu consentimento para rastreá-los em outros aplicativos e sites.

Uma grande parte do modelo de negócios do Facebook é baseada na venda de anúncios em seus aplicativos e serviços. Os clientes pagantes podem usar as ferramentas de publicidade fornecidas pelo Facebook para alcançar pessoas ou obter dados demográficos específicos. No entanto, com o lançamento do iOS 14.5, os usuários podem optar por cancelar o rastreamento de suas atividades. Consequentemente, o Facebook terá acesso a menos dados para usar na segmentação de seus anúncios personalizados.

A atualização do iOS foi lançada ao público na semana passada e, desde então, mais aplicativos estão começando a exibir o prompt da ATT aos usuários. Um usuário do Twitter, Ashkan Soltani, foi o primeiro a observar que o Facebook atualizou seu prompt para incluir um aviso dizendo “Ajude a manter o Facebook gratuito”. Isso muda radicalmente a posição clássica do Facebook (“sempre será gratuito”). Muitos observadores na Internet vêem o movimento como uma “tática do medo” por parte da rede social. Ao mesmo tempo, fornece uma indicação indireta de que a política de privacidade da Apple é de fato a mais robusta do mercado, já que incomoda tanto o conglomerado de Zuckerberg.

Em uma postagem de blog atualizada recentemente, o Facebook chama o prompt de “tela educacional” que “ajudará as pessoas a tomar uma decisão informada sobre como suas informações são usadas”. O Instagram, que é propriedade do Facebook, também mostrará um aviso semelhante aos usuários.

A postagem do blog do Facebook diz:

Como a Apple afirmou que é permitido fornecer contexto adicional [aos usuários], mostraremos uma tela educacional antes de apresentar a solicitação da Apple, para ajudar as pessoas a tomar uma decisão informada sobre como suas informações serão usadas. Essa tela fornece detalhes adicionais sobre como usamos os dados para anúncios personalizados, bem como as maneiras como limitamos o uso de atividades que outros aplicativos e sites nos enviam se as pessoas não ativarem esta configuração do dispositivo. Nossa tela também permite que as pessoas saibam que estão vendo o prompt da Apple devido aos requisitos da Apple para iOS 14.5.

O Facebook planeja lançar o prompt com a notificação para mais usuários nos próximos dias e semanas.

Desvendando os Emojis

Nas últimas semanas, eu estive implementando suporte a emoji para um dos meus sites. Eu achei que seria divertido compartilhar alguns detalhes de como essa “maior inovação na comunicação humana desde a invenção da letra 🅰️” funciona na intimidde.

AVISO: Alguns emoji podem não ser exibidos como esperado no seu dispositivo.

Introdução ao Unicode

Como você talvez possa saber, qualquer texto dentro dos computadores é codificado com números. Um número para cada letra. A codificação mais popular que usamos é chamada Unicode, com as duas variações mais populares chamadas UTF-8 e UTF-16.

Unicode aloca 2²¹ (~ 2 milhões) caracteres, chamados de codepoints (para o desprazer dos programadores, admito que 21 não é um múltiplo de 8 🤷). Dentro desses 2 milhões, 150 mil caracteres, estão definidos.

150k caracteres definidos cobrem todos os alfabetos usados ​​na 🌍, muitos idiomas mortos, muitas coisas estranhas como 𝔣𝔲𝔫𝔫𝔶 𝕝𝕖𝕥𝕥𝕖𝕣𝕤, sɹǝʇʇǝl uʍop-ǝpᴉsdn, GHz como um glifo: ㎓, “direita, seta de duas cabeças com cauda”: ⤘, monstro de sete olhos: ꙮ, e um pato.

*Como curiosidade, veja abaixo o bloco de hieróglifos egípcios (U + 13000-U + 1342F). Eles têm algumas coisas realmente estranhas.

Voltando ao Emoji. No seu aspecto mais simples, eles são apenas isso: um símbolo em uma tabela Unicode. A maioria deles é agrupada entre U + 1F300-1F6FF e U + 1F900-1FAFF.

É :por isso que o Emoji se comporta como qualquer outra letra: ele pode ser digitado em um campo de texto, copiado, colado, renderizado em um documento de texto simples, incorporado em um tweet, etc. Quando você digita “A”, o computador vê U + 0041. Quando você digita “🌵”, o computador vê U + 1F335. Pouca diferença.

Modificadores de tom de pele

A maioria dos emoji humanos retratam uma pessoa amarela abstrata. Quando o tom da pele foi adicionado em 2015, em vez de adicionar um novo código para cada combinação de emoji + tons de pele, apenas cinco novos codepoints foram adicionados: 🏻🏼🏽🏾🏿 U + 1F3FB..U + 1F3FF. Esses codepoints não foram projetados para ser usados isoladamente, mas para ser anexados a um emoji existente. Juntos, eles formam uma ligadura: 👋 (U + 1F44b sinal de mão acenando) seguido diretamente por 🏽 (modificador de tom de pele médio U + 1F3FD) torna-se 👋🏽. 👋🏽 não tem seu próprio codepoint (é uma sequência de dois: U + 1F44B U + 1F3FD), mas tem sua própria aparência única. Com apenas cinco modificadores, ~ 280 emojis humanos se transformam em 1680 variações. Aqui estão alguns dançarinos:

🕺🕺🏻🕺🏼🕺🏽🕺🏾🕺🏿

Espero que a compreensão mais profunda de como o emoji funciona seja útil para ajudá-lo(a)s em seu trabalho … Nah, brincadeirinha. Mas espero que tenham gostado. :)