Futebol Inglês Faz Boicote às Mídias Sociais Neste Fim de Semana

Equipes e organizações de futebol inglesas estão desativando suas contas do Facebook, Twitter e Instagram para este fim de semana como parte de um apagão massivo de mídias sociais para defender melhores políticas em relação à discriminação e abuso que jogadores e membros de clubes recebem nessas plataformas.

O futebol inglês se unirá para um boicote às redes sociais das 15h00 de sexta-feira, 30 de abril às 23h59, de segunda-feira, 3 de maio, em resposta ao abuso discriminatório incessante recebido online por jogadores e outras pessoas ligadas ao esporte.

https://t.co/GYTAuWAEgN pic.twitter.com/dNLuv62nw5 – Porta-voz FA (@FAspokesperson) 24 de abril de 2021

Os grupos que participarão do apagão incluem a Premier League, a English Football League, a Professional Footballers ’Association, a Football Association, a League Managers Association, a Football Supporters’ Association e mais. Os clubes que fazem parte da Premier League, EFL, Barclays FA Women’s Super League e Women’s Championship vão fechar seus canais sociais no fim de semana como parte do protesto.

O apagão ocorre depois que várias organizações de futebol inglesas se uniram em fevereiro para solicitar mudanças ao CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, e ao CEO do Twitter, Jack Dorsey, em uma carta aberta solicitando que as empresas tomassem medidas mais firmes contra comentários discriminatórios e racistas.

Estamos desativando nossos canais de mídia social a partir das 15h de sexta-feira, 30 de abril, até as 23h59 de segunda-feira, 3 de maio, em resposta ao abuso on-line incessante. #Enough | #StopOnlineAbuse pic.twitter.com/toiIg3FfWW

Raheem Sterling (@sterling7) 30 de abril de 2021

Especificamente, os grupos de futebol defendem quatro melhorias: que as postagens sejam bloqueadas ou filtradas se contiverem material racista ou discriminatório; que as postagens abusivas sejam removidas por meio de “medidas robustas, transparentes e rápidas”; que haja processos de verificação aprimorados para permitir que a polícia identifique usuários e impeça que postadores abusivos façam novas contas; e que as plataformas trabalhem em estreita colaboração com as polícias para identificar pessoas que postam conteúdo discriminatório nos casos que infringem a lei.

As ligas esperam que o boicote deste fim de semana fortaleça esse movimento, observando que, embora tenha havido progresso, jogadores, times e outros membros do mundo do futebol inglês ainda sentem que há muito mais que o Facebook e o Twitter poderiam fazer para ajudar a impedir o abuso na Internet.

Moderadores do Facebook: ‘Somos as Amídalas da Internet’

Na manhã do último dia 14 de abril, um repórter Senior de notícias de tecnologia do Buzzfeed compartilhou o que parecia ser um relato angustiante do que é trabalhar como um moderador de conteúdo no Facebook.

A nota interna anônima sinalizando a renúncia do empregado foi lançada no Twitter por Ryan Mac em uma série de nove prints. O suposto funcionário em questão é baseado em Austin, TX e trabalha para a Accenture, uma empresa que fornece funcionários para moderação de conteúdo no Facebook.

Um moderador de conteúdo do Facebook contratado pela Accenture em Austin se demitiu esta manhã com uma ácida nota interna. Eu digitei na íntegra para que as pessoas possam ler por si mesmas.

A mensagem descreve a moderação de conteúdo como um trabalho desgastante tanto do ponto de vista mental como físico, que levou alguns de seus colegas de trabalho a entrar em medicação psiquiátrica pela primeira vez ou se auto-medicar com álcool e drogas.

As experiências traumatizantes dos moderadores de conteúdo são bem documentadas ao longo dos anos em publicações como Wired Magazine.

O funcionário em questão alegou que o Facebook fez melhorias em seu programa de bem-estar, mas sustenta que elas ainda são inadequadas, afirmando que “os gerentes vêem os cérebros dos funcionários como máquinas”, em vez de levar em conta as conseqüências do estresse no ambiente de trabalho.

“A questão real, no entanto, não é o impacto persistente de imagens individuais; é o acúmulo de milhares delas ao longo do tempo”, escreve o moderador anônimo. “Os analistas de conteúdo são pagos para olhar o pior da humanidade por oito horas por dia. Somos as amígdalas da Internet, uma primeira linha de defesa – constantemente bombardeada – contra potenciais traumas para a base de usuários.”

O empregado logo descobre que o contrato de confidencialidade, assinado por todos os funcionários quando entram na empresa, torna difícil manter a saúde mental, bem como se candidatar a outros empregos, uma vez que eles não podem discutir os detalhes de sua atividade como moderadores de conteúdo. Soluções propostas incluem treinamento em saúde mental para gerentes, mais tempo em atividades de bem-estar e capacidade de acesso a terapia, entre várias outras sugestões.

O repórter do Buzzfeed propôs que, se executivos como Mark Zuckerberg passassem um tempo experimentando pessoalmente o trabalho de moderação de conteúdo, eles talvez pudessem ficar mais dispostos a fazer melhorias. No entanto, quando questionado em 2019 pela congressista americana Katie Porter, Zuckerberg disse que esse não seria o melhor uso de seu tempo.

Facebook Não Planeja Notificar os Afetados por Vazamentos

Facebook Inc não notificou os mais de 530 milhões de usuários quando detalhes pessoais foram obtidos por crackers antes de 2019 através do uso indevido de um recurso. Esses dados foram recentemente tornados públicos, e novamente Facebook não tem planos para qualquer notificação, disse um porta-voz da empresa na quarta-feira, 7 de abril.

A revista Business Insider relatou na semana passada que números de telefone e outros detalhes dos perfis de usuários estavam disponíveis em um banco de dados público. Facebook disse em um post de blog na terça-feira que “atores maliciosos” obtiveram os dados antes de setembro de 2019 pelo método da “raspagem” (scraping) de perfis, usando uma vulnerabilidade na ferramenta nativa da plataforma para sincronização de contatos.

Essa justificativa é idêntica à dada em 2018, quando foi revelado que o Facebook havia liberado à Cambridge Analytica os dados de 87 milhões de usuários para uso em anúncios políticos, sem sua permissão. Facebook continua explicando que as pessoas que coletaram esses dados – desculpe, “rasparam” esses dados – o fizeram abusando um recurso projetado para ajudar novos usuários a encontrar amigos na plataforma.

Ver post relacionado no blog.

Será Que Fui Facebookado?

O que aconteceu?

Em abril de 2021, um enorme conjunto de dados pessoais que inclui detalhes de mais de 500 milhões de usuários foi publicado on-line. Os hackers provavelmente estiveram em posse dos dados por alguns meses, mas aparentemente só decidiram publicar suas descobertas agora. As maiores ameaças, caso seus dados estejam neste lote: phishing e assédio pessoal.

Quais dados foram vazados?

Junto com números de telefone, os seguintes dados foram vazados:

  • ID da conta do Facebook
  • Nome completo
  • Gênero
  • Status de relacionamento
  • Endereço residencial e localização de nascimento
  • Ambiente de trabalho

O Facebook ainda é seguro para usar?

No momento ainda não se sabe se o Facebook corrigiu a vulnerabilidade, uma vez que a empresa não divulgou nenhuma declaração sobre o vazamento.

Todas essas informações sobre sua conta podem ser checadas no site:

https://haveibeenfacebooked.com/

Escolha o código de país e entre com o número de seu telefone.

NOTA:
Recomendamos, como sempre, extrema cautela ao usar a referida rede social. Nós, por princípio, não recomendamos o uso de redes centralizadas como o Facebook e similares.

O site que linkamos é de autoria de Marco Aceti e Fumax (dados disponíveis no GitHub). Neste post, adaptamos o conteúdo para o português usando a licença MIT, que reproduzimos abaixo, conforme requerido.

MIT License

Copyright (c) 2021 Marco Aceti

Permission is hereby granted, free of charge, to any person obtaining a copy
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copies of the Software, and to permit persons to whom the Software is
furnished to do so, subject to the following conditions:

The above copyright notice and this permission notice shall be included in all
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THE SOFTWARE IS PROVIDED "AS IS", WITHOUT WARRANTY OF ANY KIND, EXPRESS OR
IMPLIED, INCLUDING BUT NOT LIMITED TO THE WARRANTIES OF MERCHANTABILITY,
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AUTHORS OR COPYRIGHT HOLDERS BE LIABLE FOR ANY CLAIM, DAMAGES OR OTHER
LIABILITY, WHETHER IN AN ACTION OF CONTRACT, TORT OR OTHERWISE, ARISING FROM,
OUT OF OR IN CONNECTION WITH THE SOFTWARE OR THE USE OR OTHER DEALINGS IN THE
SOFTWARE.

Monetize Sua Imagem – De Olhos Bem Abertos

À primeira vista, o BitClout parece um híbrido rudimentar entre o Twitter e uma plataforma de investimentos como o Robinhood: há um feed de postagens, botões de “curtir” e compartilhar, e qualquer pessoa pode criar um perfil usando apenas um número de telefone.

O que chama atenção, porém, é que a plataforma rapidamente criou cerca de 15 mil perfis baseados em personalidades populares do Twitter, incluindo Elon Musk e outros influenciadores do universo cripto, sem solicitar autorização. Diamondhands, o criador do BitClout (que opera sob pseudônimo, embora sua identidade seja amplamente conhecida), afirma que a iniciativa buscava evitar que impostores ocupassem esses espaços primeiro.

O diferencial central do BitClout está no fato de que cada perfil está vinculado a uma “moeda” própria, cujo valor oscila conforme o interesse e a adesão de outros usuários. Seguir alguém deixa de ser apenas um gesto social: passa a ser também um ato econômico. Na prática, usuários podem investir na reputação de terceiros, comprando ativos atrelados à sua imagem pública. Como resume Diamondhands: trata-se de uma forma de “automonetização”, em que a valorização pessoal se converte diretamente em valor financeiro. Fãs passam a “apostar” no capital simbólico de quem acompanham.

Usuários comuns que aceitam essa lógica podem criar perfis e capturar parte do valor gerado por suas próprias moedas. Já as personalidades que foram adicionadas sem consentimento podem reivindicar seus perfis simplesmente publicando um tweet confirmando sua entrada na plataforma, um mecanismo que, não por acaso, também funciona como marketing gratuito para o BitClout. Paralelamente, já surgiram ferramentas como o BitClout Pulse, que acompanham a valorização dessas moedas.

Essa proposta pouco convencional de rede social se estende à sua infraestrutura técnica. Diferentemente de plataformas como Twitter ou Instagram, baseadas em servidores centralizados, o BitClout opera sobre uma rede descentralizada de nós de blockchain distribuídos globalmente. Todas as interações – postagens e transações – são registradas nessa blockchain, descrita por seu criador como um sistema semelhante ao Bitcoin, mas com funcionalidades voltadas para redes sociais.

Segundo Diamondhands, o código será aberto em breve, e a visão de longo prazo inclui empresas operando seus próprios nós dentro da rede. Isso permitiria, por exemplo, que organizações como ESPN ou Bloomberg mantivessem feeds temáticos voltados a seus respectivos públicos. No entanto, essa mesma arquitetura descentralizada implica a ausência de uma moderação centralizada, um ponto crítico que levanta questões ainda não resolvidas.

A descentralização das redes sociais pode apontar para o futuro, mas casos como o BitClout evidenciam que sua adoção exige cautela. Mais do que entusiasmo tecnológico, é fundamental avaliar com rigor os modelos propostos, os incentivos envolvidos e, sobretudo, os atores com quem escolhemos construir infraestrutura e estabelecer parcerias.


Nota adicional:
No jargão do mercado cripto, moedas cuja oferta pode ser facilmente inflada costumam ser chamadas de “shitcoins”. Isso as diferencia de ativos com maior escassez estrutural, como o ouro.

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Palavras-chave para pesquisar este assunto na rede:

bitclout, bitclout pulse, bitcoin, blockchain, monetização