Vive Teus Anos Como Te Apraz (Mas Não Pede Mais)

Não é o assunto mais animado, e nem mesmo totalmente apropriado per minhas próprias diretrizes para o site. Mas é um estudo científico recente (25/05), de uma publicação respeitável, em uma esfera que interessa aos trans-humanistas – que compõem um sub-grupo expressivo entre os tecnologistas – além dos youtubers evangelistas da juventude eterna. A postar apenas para um registro rápido. De passagem, é interessante tentar contrapor filosoficamente nossas pequenas veleidades suburbanas a esses fatos impiedosos que a Segunda Lei da Termodinâmica nos joga no caminho. Sugiro como exercício mental [ou algo de ‘mindfulness’, como dizem no YouTube’].

(*) Há também um pouco de acomodação de minha parte em usar esse (pre)texto conveniente em uma semana em que, no que tange a tecnologia da informação, nada realmente blogworthy aparece no meu radar.

iStock

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A Análise Longitudinal dos Marcadores Sanguíneos Revela Perda Progressiva de Resiliência e Prediz o Limite de Vida Humana

Resumo

Investigamos as propriedades dinâmicas das flutuações de estado do organismo ao longo das trajetórias individuais de envelhecimento armazenadas em um grande banco de dados longitudinal de medições de hemograma completo de um laboratório de diagnóstico. Para simplificar a análise, usamos uma estimativa log-linear da mortalidade a partir das variáveis ​​do hemograma completo como uma única medida quantitativa do processo de envelhecimento – doravante denominado indicador dinâmico do estado do organismo (DOSI).

Observamos que o aumento da distribuição do DOSI na população – dependente da idade – pode ser explicado por uma perda progressiva da resiliência fisiológica medida pelo tempo de autocorrelação do DOSI.

A extrapolação dessa tendência sugeriu que tanto o tempo de recuperação do DOSI como a variância divergiriam simultaneamente em um ponto crítico entre 120-150 anos de idade, correspondendo a uma perda completa da resiliência.

A observação foi imediatamente confirmada pela análise independente das propriedades de correlação das flutuações dos níveis de atividade física intradia coletadas por dispositivos vestíveis (wearables).

Concluímos que a criticalidade que resulta no fim da vida é uma propriedade biológica intrínseca de um organismo, que não depende de fatores de estresse e significa um limite fundamental ou absoluto da expectativa de vida humana.

Link para o trabalho na íntegra, em Nature.com

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